A menos de duas semanas das eleições, informações falsas já conhecidas da Justiça Eleitoral voltaram a circular pelas redes sociais e aplicativos de mensagens. Entre elas estão alegações de que votar em branco ou nulo para um cargo poderia anular escolhas feitas para outros, de que uma inteligência artificial conseguiria invadir a urna eletrônica e até vídeos que recomendam ao eleitor permanecer em casa no dia da votação.
As três informações são falsas.
O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro. Na reta final da campanha, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Senado Verifica intensificaram a divulgação de checagens para esclarecer dúvidas e impedir que conteúdos enganosos confundam o eleitor.
Votar branco ou nulo para um cargo anula os demais votos?
Não.
Uma das mensagens que circulam afirma que o eleitor que votar em branco ou anular o voto para determinados cargos acabará anulando também o voto para presidente.
Isso é falso.
A urna eletrônica registra cada escolha separadamente. Portanto, o eleitor pode, por exemplo, votar em branco para determinado cargo e registrar um voto válido para outro. Uma decisão não interfere na outra.
O TSE esclarece ainda que votos brancos e nulos não são transferidos para candidatos ou partidos. Eles ficam registrados para fins estatísticos e não entram no cálculo dos votos válidos.
Nas eleições deste ano, cada eleitor fará seis escolhas: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois votos para senador, governador e presidente da República.
Inteligência artificial pode invadir a urna e mudar votos?
Não.
Outro conteúdo desmentido pelo TSE afirma que ferramentas de inteligência artificial poderiam acessar as urnas eletrônicas e modificar votos.
A alegação ignora uma característica fundamental do equipamento: a urna utilizada para receber os votos não fica conectada à internet.
Segundo o TSE, ela também não possui conexão Wi-Fi, Bluetooth ou com redes de telefonia celular. Dessa forma, não existe acesso remoto à urna pelo qual uma ferramenta de inteligência artificial possa entrar no equipamento e alterar votos.
O processo eletrônico de votação também passa por diferentes etapas de fiscalização, testes e auditorias antes, durante e depois da eleição.
Vídeos estão mandando o eleitor ficar em casa. É verdade?
Não.
Também voltaram a circular vídeos de personalidades recomendando que as pessoas permaneçam em casa.
Algumas dessas imagens são reais, mas foram retiradas do contexto original: são gravações feitas durante a pandemia de Covid-19, quando autoridades sanitárias recomendavam isolamento e distanciamento social.
Não existe orientação da Justiça Eleitoral para que os eleitores permaneçam em casa no dia da eleição.
O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, com votação das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
Recebeu uma mensagem sobre a eleição? Confira antes de compartilhar
A proximidade da votação costuma aumentar a circulação de conteúdos sobre candidatos, regras eleitorais e funcionamento das urnas — verdadeiros ou não.
A recomendação é desconfiar principalmente de mensagens sem fonte, vídeos antigos apresentados como atuais e conteúdos que pedem compartilhamento imediato.
O TSE mantém a página Fato ou Boato, destinada à checagem de informações relacionadas ao processo eleitoral. O Senado Federal também mantém o Senado Verifica, que publica verificações e conteúdos explicativos sobre as eleições.
Na dúvida, o caminho mais seguro é simples: antes de encaminhar, confira a origem da informação.
Com informações da Agência Senado
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