A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na tarde de segunda-feira (25), a Operação Black Office, que resultou na prisão em flagrante de três pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas aplicadas em vítimas de diversos estados do país.
A ação foi coordenada pela 4ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia e teve como alvo uma suposta central clandestina de golpes instalada em uma sala comercial localizada em uma região nobre de Goiânia.
Segundo as investigações, o grupo seria responsável por aplicar golpes conhecidos como “falso familiar” e “falsa central bancária”, utilizando aplicativos de mensagens para enganar vítimas e solicitar transferências bancárias via PIX.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos se passavam por parentes das vítimas ou por funcionários de instituições financeiras, utilizando técnicas de engenharia social para convencer as pessoas a realizarem transferências bancárias.
Durante a operação, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão no imóvel investigado e apreenderam celulares, aparelhos eletrônicos, documentos e dinheiro em espécie. A Justiça também autorizou a análise telemática dos dispositivos recolhidos para aprofundar a identificação de possíveis envolvidos, vítimas e da extensão da atividade criminosa.
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Até o momento, as investigações apontam vítimas em diferentes estados brasileiros e um prejuízo financeiro superior a R$ 23 mil.
Segundo a corporação, os três investigados foram presos pelos crimes de associação criminosa e cessão de conta bancária para prática ilícita, conhecida como “conta laranja”.
O nome da operação, “Black Office”, faz referência ao escritório supostamente utilizado pelo grupo como base operacional para a aplicação das fraudes eletrônicas.
