Quase 700 quilos de cabos e materiais de cobre e alumínio foram apreendidos em Goiás durante a segunda fase da Operação Equi-Cobre, realizada nesta quarta-feira (19). A ação fiscalizou 72 estabelecimentos que trabalham com materiais metálicos.
Entre os locais vistoriados estavam sucatas, recicladoras, fundições e ferros-velhos. A operação reúne as polícias Civil e Militar e a concessionária de energia Equatorial e tem como foco o combate ao furto, desvio e comércio irregular de materiais utilizados na infraestrutura elétrica.
Operação mira cadeia de receptação
Além de combater diretamente os furtos, a estratégia busca atingir a circulação e eventual receptação dos materiais retirados ilegalmente da rede.
Cabos de cobre e outros componentes possuem valor comercial no mercado de metais e, quando retirados da infraestrutura elétrica, podem provocar prejuízos à prestação de serviços.
Segundo as informações divulgadas sobre a operação, os furtos de cabeamento estão entre as causas de problemas na iluminação pública, inclusive em trechos rodoviários. Áreas mais afastadas e com menor vigilância também estão entre os pontos vulneráveis à atuação criminosa.
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O nome Equi-Cobre combina a referência aos equipamentos da rede elétrica com o cobre, um dos materiais encontrados em cabos e componentes utilizados na distribuição de energia.
Furto de cabos passou a ter punição mais rigorosa
A operação ocorre em um cenário de endurecimento da legislação para crimes envolvendo fios, cabos e equipamentos relacionados à prestação de serviços essenciais.
A legislação passou a estabelecer tratamento mais rigoroso para casos de furto, roubo e receptação desses materiais, especialmente quando os crimes atingem estruturas utilizadas na prestação de serviços públicos essenciais.
No furto qualificado envolvendo fios, cabos ou equipamentos utilizados no fornecimento ou transmissão de energia elétrica, telefonia ou transferência de dados, por exemplo, a pena pode chegar a oito anos de reclusão, além de multa.
As punições podem ser maiores em outras modalidades previstas pela legislação, a depender das circunstâncias do crime.
Fiscalização alcançou 72 estabelecimentos
Ao todo, 72 alvos foram fiscalizados durante a segunda fase da Equi-Cobre. A atuação integrada busca identificar tanto a origem dos materiais encontrados quanto possíveis irregularidades nos estabelecimentos que compram e comercializam metais.
A apreensão de quase 700 quilos de materiais deverá auxiliar as forças de segurança na identificação da procedência dos itens e na apuração de eventuais crimes.
