Polícia apura fraudes tributárias e realiza bloqueio de quase R$ 295 milhões

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo de Recuperação de Ativos (GRA) e do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de Goiás (Cira), deflagrou, nesta terça-feira (28), em Goiânia, uma operação policial voltada ao cumprimento de medidas judiciais em uma investigação que apura fraudes tributárias, crimes previstos nos art. 1º, incisos I e II, e 2°, inciso II, ambos da Lei nº 8.137/90, além de lavagem de capitais no setor têxtil, com prejuízo superior a R$ 294 milhões aos cofres públicos.

A ação teve como eixo central o cumprimento de mandado de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão e, sobretudo, medidas de constrição patrimonial de elevado impacto financeiro. Por decisão judicial, proferida a partir de representação da PCGO, foi determinado o bloqueio de valores até o montante de R$ 294,7 milhões, com o objetivo de assegurar a recuperação dos recursos desviados.

O principal alvo é um empresário de 38 anos, apontado como responsável por um grupo de empresas do ramo têxtil sediadas em Goiânia, com atuação também em outros estados da federação, incluindo a existência de uma holding no estado do Pará.

As investigações indicam que o empresário estruturou e liderou um esquema voltado à prática reiterada de crimes contra a ordem tributária e fraudes à fiscalização, utilizando diversas pessoas jurídicas para viabilizar as condutas ilícitas.

Conforme apurado, o grupo promovia a supressão sistemática de tributos mediante omissão de receitas, além da realização de vendas em larga escala sem a devida emissão de documentos fiscais.

No decorrer das apurações, foram identificados mecanismos contábeis fraudulentos, como a criação de passivos fictícios, empregados para reduzir artificialmente o lucro das empresas e ocultar a real capacidade contributiva do grupo econômico perante o Fisco.

A operação integra o cronograma da Operação Nacional das redes “Recupera” e “Renorcrim”, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI), que promove a atuação integrada das Polícias Civis em todo o país no combate a estruturas criminosas complexas.

Após o cumprimento das ordens judiciais, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Fonte: Agência Goiás de Notícias

Redação
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