Articulador da campanha de Arruda é alvo da PF em operação sobre fraudes no INSS

Advogado Willer Tomaz, que atua nos bastidores da pré-campanha do ex-governador ao GDF, foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto; defesa nega envolvimento nas irregularidades

A nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (4), atingiu um dos principais nomes ligados aos bastidores da campanha do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) ao Governo do Distrito Federal.

O advogado e empresário Willer Tomaz foi alvo de mandado de busca e apreensão autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado às fraudes em descontos indevidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a Polícia Federal, a nova etapa da operação busca aprofundar a apuração sobre movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas por meio de empresas, contas de terceiros, pessoas físicas e operações com dinheiro em espécie para ocultar a origem e a destinação dos recursos investigados.

No Distrito Federal, Willer Tomaz é conhecido por integrar a articulação política da pré-campanha de José Roberto Arruda. No ano passado, acompanhou o ex-governador na escolha do imóvel que passou a funcionar como comitê político da campanha, além de participar de reuniões e articulações relacionadas ao projeto eleitoral do PSD.

A investigação da Polícia Federal, entretanto, não cita José Roberto Arruda nem a campanha do ex-governador. Até o momento, não há qualquer informação oficial indicando que o pré-candidato ao GDF seja investigado ou tenha relação com os fatos apurados na Operação Sem Desconto.

PF aponta papel estratégico

Na decisão que embasou a operação, a Polícia Federal atribui a Willer Tomaz um papel estratégico na estrutura investigada. Segundo os investigadores, ele seria um suposto “hub financeiro, patrimonial e logístico” do senador Weverton Rocha (PDT-MA), também alvo de fases da Operação Sem Desconto.

As investigações analisam empresas ligadas ao advogado, movimentações financeiras e operações patrimoniais que possam ter sido utilizadas para ocultar recursos supostamente relacionados às fraudes investigadas.

Defesa

Em nota, Willer Tomaz afirmou que a diligência ocorreu exclusivamente por ser proprietário da aeronave utilizada pelo senador Weverton Rocha em uma viagem particular já conhecida publicamente.

Segundo a defesa, o advogado não possui qualquer relação com o esquema investigado e pretende colaborar com as autoridades.

Até o momento, não há denúncia apresentada pelo Ministério Público nem condenação contra Willer Tomaz.

Redação
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