PCDF deflagra operação contra grupo suspeito de aplicar golpe de R$ 1 milhão em idosa no DF

Mandados foram cumpridos em quatro estados; investigação aponta organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes eletrônicos contra idosos. A ação teve como alvo um grupo investigado por causar um prejuízo de R$ 1,099 milhão a uma moradora da Asa Norte.

Coordenada pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), a operação cumpriu cinco mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Paraná, Mato Grosso e Rio de Janeiro.

Segundo a investigação, os criminosos utilizaram diferentes identidades para convencer a vítima a realizar transferências bancárias. O primeiro contato foi feito por pessoas que se apresentaram como funcionários da concessionária de energia elétrica e prometeram um suposto ressarcimento financeiro.

Na sequência, outros integrantes do grupo passaram a se identificar como servidores do Banco Central e policiais federais, alegando que a conta bancária da idosa estaria sendo utilizada por criminosos e que seria necessário transferir os recursos para protegê-los.

Convencida da falsa narrativa, a vítima realizou diversas transferências para contas indicadas pelos golpistas. Ela também compartilhou a tela do celular, alterou senhas bancárias e autorizou novos dispositivos a acessar seus aplicativos financeiros, o que facilitou a movimentação dos valores.

As investigações apontam que a organização atuava com divisão de funções, utilizando diferentes linhas telefônicas, contas bancárias e empresas de fachada para dificultar o rastreamento do dinheiro obtido com as fraudes.

De acordo com a PCDF, a análise técnica revelou que diversos números de telefone utilizados nos contatos estavam vinculados aos mesmos aparelhos celulares. Além disso, chaves Pix usadas nas transferências apresentaram ligação direta com contas bancárias atribuídas a alguns dos investigados.

A polícia também identificou indícios de que o mesmo esquema foi empregado em outros golpes registrados no Distrito Federal, o que reforça a suspeita de atuação continuada da organização criminosa.

Ao todo, seis pessoas foram identificadas como integrantes do grupo. Um dos investigados já estava preso e, mesmo encarcerado, continuava, segundo a polícia, participando das fraudes. Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca na Penitenciária Milton Dias Moreira, em Japeri (RJ).

A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 1,099 milhão em contas bancárias ligadas a pessoas suspeitas de ocultar os recursos obtidos com os golpes.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas.

Redação
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