Projeto na Câmara quer salário mínimo e cotas em estágios

Um novo projeto em análise na Câmara dos Deputados do Brasil pode mudar completamente a realidade de milhões de estudantes no país. O texto propõe que todos os estágios — inclusive os obrigatórios — passem a ser remunerados.

A proposta, o Projeto de Lei 6350/25, também estabelece regras mais rígidas para empresas e instituições de ensino, com o objetivo de evitar exploração e garantir direitos aos estagiários.

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Pagamento obrigatório e salário mínimo

Pelo texto, estudantes em estágios não obrigatórios deverão receber, no mínimo, um salário mínimo (hoje em R$ 1.621).

Já nos estágios obrigatórios, as empresas terão que garantir bolsa-auxílio, vale-transporte integral e vale-refeição com valor mínimo diário de R$ 28,30.

Caso as regras não sejam cumpridas, o estágio poderá ser reconhecido como vínculo empregatício.

Fim do estágio aos fins de semana

Outro ponto importante é a proibição de estágios aos finais de semana. A proposta determina que as atividades ocorram exclusivamente em dias úteis.

Segundo os autores, entre eles o deputado Orlando Silva, a medida busca evitar abusos e garantir que o estágio cumpra seu papel educacional.

Cotas e fiscalização

O projeto também cria regras de inclusão. Pelo menos 25% das vagas deverão ser destinadas a pessoas pretas, pardas ou indígenas, e 10% para pessoas com deficiência.

Além disso, as instituições de ensino terão que criar órgãos internos para fiscalizar os estágios, com canais de denúncia para estudantes.

Próximos passos

O texto ainda será analisado por comissões da Câmara antes de seguir para votação. Para virar lei, precisará ser aprovado tanto pelos deputados quanto pelo Senado.

Ana Paula Alves
Ana Paula Alves
Ana Paula Alves é jornalista e editora-chefe do Repórter Capital, com mais de 20 anos de experiência na cobertura de Brasília e do Distrito Federal. Atua principalmente em segurança pública, política local e informação de utilidade pública.

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