A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), deflagrou, nesta terça-feira (7), a Operação Mercancia Torpe, com o objetivo de cumprir 52 mandados judiciais, sendo 17 de busca e apreensão, seis de prisão temporária, cinco afastamentos das funções públicas e 24 quebras de sigilos bancário e fiscal.
A investigação apura crimes contra a administração pública, especialmente a inserção fraudulenta de pacientes no sistema de saúde, com a comercialização de vagas na regulação médica estadual e municipal. Há participação de agentes públicos dos órgãos de saúde da capital e de oito municípios do interior do estado.
A investigação também é um desdobramento da Operação Hipócrates, deflagrada pela Deccor em fevereiro de 2023, que resultou na prisão de operadores do esquema criminoso, assim como no afastamento de agentes públicos.
Esta nova etapa da investigação tem como alvos outros agentes públicos de diversos municípios goianos envolvidos no esquema criminoso e responsáveis pelas fraudes nos sistemas de regulação médica Servir e SISREG, sendo 24 ao todo. Evidenciou-se que havia verdadeira mercancia de vagas no sistema de saúde para a realização de procedimentos cirúrgicos, exames e consultas médicas, que deveriam ser de acesso gratuito e universal.
As condutas investigadas sobrecarregavam o sistema, pois priorizavam os registros de pacientes que pagavam pela inserção, com os demais sendo obrigados a aguardar na fila por eventual atendimento. Para além da inserção fraudulenta de pacientes, a depender da quantia paga aos operadores do esquema, havia também a modificação da prioridade na fila de atendimento.
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Os mandados foram cumpridos em Goiânia, Goianira, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Corumbá de Goiás, Catalão, Cromínia, Cristianópolis, São Luiz do Norte e Maripotaba.
Os investigados responderão pelos crimes de falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informação, corrupção passiva, corrupção ativa e associação criminosa.
Fonte: Agência Goiás de Notícias
