Justiça mantém intervenção judicial na SAF do Vasco
Douglas Corrêa – Repórter da
Publicado em 09/07/2026 – 19:14
Rio de Janeiro
A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a intervenção judicial na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco, nomeando o advogado Athos de Andrade Figueira Neves como o novo interventor.
A decisão foi tomada após a rejeição do pedido de reconsideração apresentado pelo Club de Regatas Vasco da Gama. O presidente do clube, Pedro Paulo de Oliveira, conhecido como Pedrinho, permanece afastado do comando da SAF.
- Fux pede acesso a processos contra Jair Bolsonaro no STF
- Zanin informa sobre solicitação de Paes para suspender eleição de Ruas no 1º turno
- Parataekwondo brasileiro conquista 6 pódios no Grand Prix em Paris
- Dupla de Stefani supera campeãs olímpicas e avança para as semifinais em Pequim
- Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro
A interventora anterior renunciou ao cargo, alegando a falta de condições mínimas de segurança pessoal para desempenhar suas funções.
A Justiça também manteve o afastamento cautelar de três membros do Conselho de Administração e reafirmou a competência da Justiça Estadual para supervisionar a recuperação judicial, rejeitando a alegação de que a disputa deveria ser resolvida exclusivamente por meio de Tribunal Arbitral.
A juíza Simone Gastesi Chevrand, da 6ª Vara Empresarial da Capital, assumiu a gestão do processo. Em sua decisão, a magistrada destacou que um dos papéis do interventor é conduzir a gestão “no sentido de devolver à administração do Club de Regatas Vasco da Gama aqueles que para isto foram eleitos, ou até mesmo adotar providências voltadas à convocação subsequente de assembleia deliberativa de nova gestão”.
A juíza também esclareceu que não há impedimentos jurídicos para a venda das ações da SAF a novos investidores, pois a atuação de profissionais isentos e a transparência dos procedimentos podem agregar segurança e atrair interessados no mercado, garantindo a viabilidade econômica do projeto de recuperação judicial.
Fonte: Agência Brasil
