A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta segunda-feira (21), uma operação contra um grupo investigado por agiotagem, lavagem de dinheiro e cobranças de dívidas mediante ameaças e violência.
Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão em Planaltina (DF), Formosa e Goiânia (GO), Formoso e Buritis (MG). Cerca de 60 policiais participam da ação, segundo informações divulgadas sobre a operação.
A investigação é conduzida pela 16ª Delegacia de Polícia, em Planaltina, e teve origem em elementos obtidos durante uma operação realizada em 2025.
Empréstimos teriam juros superiores a 20%
Segundo a investigação, o grupo seria estruturado com divisão de tarefas relacionadas ao financiamento, administração, controle dos pagamentos e realização das chamadas rotas de empréstimos.
Os suspeitos teriam concedido empréstimos com juros superiores a 20%. Quando os devedores não conseguiam pagar, conforme a apuração policial, integrantes do grupo recorriam a ameaças e armas de fogo para pressionar as vítimas.
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Em um dos episódios investigados, o grupo teria tomado bens de uma vítima ligada a uma empresa de estética automotiva. Veículos, motocicletas e pertences pessoais também teriam sido usados como forma de garantir o pagamento das dívidas.
Polícia investiga lavagem de dinheiro
A PCDF também apura a suspeita de que empresas tenham sido utilizadas para lavar recursos provenientes do esquema.
Durante a investigação, foram identificadas comunicações de operações financeiras consideradas suspeitas encaminhadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
É importante registrar que uma comunicação ao Coaf, isoladamente, não representa comprovação de crime. Os elementos serão analisados no conjunto da investigação.
Justiça determina bloqueio de cerca de R$ 6 milhões
A operação também envolve medidas patrimoniais que chegam a aproximadamente R$ 6 milhões, além da apreensão de carros de luxo e da indisponibilidade de um imóvel avaliado em cerca de R$ 1 milhão.
A ação conta com apoio da Divisão de Operações Especiais da PCDF e de equipes policiais de Minas Gerais e Goiás.
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito e a movimentação financeira relacionada ao grupo.
