No Dia Nacional da Educação Ambiental, celebrado em 3 de junho, escolas da rede pública do Distrito Federal demonstram como a educação ambiental é parte integrante do cotidiano pedagógico. Desde hortas agroecológicas até projetos que conectam nascentes do Cerrado ao Oceano Atlântico, estudantes de diversas regiões aprendem, na prática, sobre preservação, sustentabilidade e cuidado com os recursos naturais.
Projeto Horta e Alimentação Saudável, desenvolvido na EC Beija-Flor, proporciona às crianças a oportunidade de conhecer os processos de plantio e manejo de mudas. “A educação ambiental não é um tema isolado no currículo, mas um eixo fundamental para formar cidadãos responsáveis e preparados para os desafios do século 21”, afirma a secretária de Educação do DF interina, Iêdes Braga. “Continuamos o legado de transformação, garantindo que cada estudante do DF desenvolva não apenas conhecimento, mas valores de preservação e cuidado com o planeta, especialmente nas regiões de maior vulnerabilidade.”
Aprendizado nasce da terra
Na Escola Classe (EC) Beija-Flor, localizada na Asa Norte, a educação ambiental é parte da rotina escolar. Por meio do projeto Horta e Alimentação Saudável, os estudantes acompanham o cultivo de hortaliças, plantas medicinais e espécies nativas do Cerrado em espaços utilizados como ambientes de aprendizagem.
“Um ser que não está conectado à natureza tem uma parte da sua educação ceifada”
🔥 LEIA TAMBÉM
- Atenção, motoristas: Corpus Christi provoca mudanças no trânsito da Esplanada dos Ministérios
- Inscrições abertas para técnicos e assistentes que representarão o Distrito Federal nos Jogos da Juventude 2026
- Projeto Acelera Tech forma alunos em Santa Maria
- Obras do Caps do Gama avançam para a fase de acabamento
- PMDF prende traficante e apreende drogas em Samambaia após perseguição policial
Tereza da Silva, diretora da Escola Classe Beija-Flor, destaca que a proposta contribui diretamente para a formação dos estudantes: “Nós somos natureza, e aí precisamos nos conectar a essa natureza, pois essa conectividade é a nossa formação integral. Um ser que não está conectado à natureza tem uma parte da sua educação ceifada.”
A escola também participa de ações de plantio de árvores na Serrinha do Paranoá, ampliando as experiências de educação ambiental para além do ambiente escolar.
Do Cerrado ao oceano
A dimensão socioambiental também se estende a diferentes contextos. Na Escola Bilíngue do Plano Piloto (EBPP), referência no atendimento a estudantes surdos, o projeto Missão Guardiões do Mar demonstra que a preservação dos oceanos começa nas nascentes do Cerrado. Com o tema “Vereda (a)mar: conexões visuais entre céu, Cerrado e mar”, os estudantes utilizam ferramentas como o Google Earth para mapear o trajeto das bacias hidrográficas e compreender como o cuidado com os mananciais locais reflete diretamente na saúde do Oceano Atlântico. Toda a mediação é feita em Libras, garantindo que o aprendizado sobre responsabilidade socioambiental seja plenamente inclusivo.
A data, instituída pela Lei Federal nº 12.633/2012, integra o calendário oficial da educação brasileira e reforça a importância de iniciativas voltadas à conscientização ambiental. Nas escolas da rede pública do Distrito Federal, esse trabalho é desenvolvido ao longo de todo o ano por meio de projetos que aproximam os estudantes do Cerrado, da sustentabilidade e da preservação dos recursos naturais.
*Com informações da Secretaria de Educação
Fonte: Agência Brasília
