Cinco mandados de busca e apreensão são cumpridos na Operação Rota do Corte; investigação apura retirada, transporte e comercialização irregular do material
A Polícia Federal (PF), com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deflagrou nesta quinta-feira (24) a Operação Rota do Corte, que investiga o furto de madeira pertencente à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A ação, divulgada pela PF como uma operação no Distrito Federal, prevê o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura a retirada não autorizada, o transporte e a destinação irregular de madeira pertencente à empresa pública.
As apurações começaram após serem identificados indícios de que o material teria sido retirado sem autorização de áreas sob responsabilidade da Embrapa e, posteriormente, transportado e comercializado.
Madeireira está entre os endereços investigados
Os mandados são cumpridos em endereços vinculados aos investigados. Entre eles está uma madeireira que, segundo os elementos reunidos pela investigação, teria recebido parte da madeira retirada das áreas sob responsabilidade da Embrapa.
A PF não informou, no material divulgado, a identidade dos investigados nem detalhou a localização dos endereços alcançados pelos mandados.
Durante as buscas, foram apreendidos materiais que serão submetidos à análise. O conteúdo das apreensões também não foi detalhado.
PF apura prejuízo ao patrimônio público e ao meio ambiente
Uma das frentes da investigação é descobrir toda a dinâmica envolvendo a retirada e a destinação da madeira, além de identificar as pessoas que eventualmente participaram do esquema.
A Polícia Federal também busca dimensionar possíveis prejuízos ao patrimônio público e ao meio ambiente.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a quantidade e as espécies de madeira envolvidas, o valor do material ou a estimativa do eventual prejuízo causado à Embrapa.
A investigação continua sob supervisão da Justiça Federal. Segundo a PF, os investigados poderão responder pelos crimes que forem identificados ao longo das apurações, assegurados o contraditório e a ampla defesa.
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