Operação Mulher + Segura: Centro-Oeste registra 11,7 mil prisões em 113 dias

A Região Centro-Oeste registrou 11.776 prisões em 113 dias da Operação Mulher + Segura, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher. O número representa 28% das 41.848 prisões contabilizadas em todo o país, segundo o balanço divulgado pela pasta.

O dado regional inclui Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O levantamento fornecido pelo MJSP não apresenta, nesse recorte, a quantidade individual de prisões em cada unidade da Federação.

A operação é coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e reúne forças de segurança estaduais e federais. A atual etapa começou em 1º de junho de 2026 e integra uma estratégia nacional de atuação permanente e articulada contra a violência às mulheres. O MJSP confirma que a operação reformulada reúne todas as unidades federativas.

Centro-Oeste responde por 28% das prisões

Entre as regiões brasileiras, o Sul aparece com o maior número de prisões, com 13.823 registros, equivalentes a 33% do total informado pelo Ministério.

O Centro-Oeste aparece em seguida, com 11.776 prisões, ou 28%. O Sudeste contabilizou 7.940 prisões, correspondentes a 19%.

O desempenho da operação ganha relevância regional também diante dos dados recentes sobre violência contra a mulher. Entre janeiro e julho de 2026, o Centro-Oeste registrou 103 vítimas de feminicídio, ante 96 no mesmo período de 2025, segundo levantamento divulgado pelo MJSP.

Mais de 35 mil prisões ocorreram em flagrante

No país, a Operação Mulher Segura contabilizou 41.848 prisões durante os 113 dias considerados no balanço.

Desse total, 35.272 foram prisões em flagrante. Outras 6.576 decorreram do cumprimento de mandados judiciais.

Entre os delitos mais frequentes relacionados às prisões em flagrante estão lesão corporal, com 11.139 registros, e ameaça, com 10.090.

Outras tipificações representam 5.165 registros. O balanço contabiliza ainda 3.342 prisões por descumprimento de medidas protetivas de urgência.

A operação já apresentava números elevados nos levantamentos anteriores. Até 27 de julho, a segunda fase havia contabilizado 15.428 prisões, sendo 12.718 em flagrante e 2.710 decorrentes de mandados.

Mais de 161 mil vítimas atendidas

A Operação Mulher Segura não se restringe às prisões. A estratégia também inclui prevenção, atendimento às vítimas, acompanhamento de medidas protetivas e visitas preventivas.

Segundo o novo balanço do MJSP, 161.630 vítimas foram atendidas durante as diligências.

As forças de segurança também acompanharam 100.470 medidas protetivas de urgência e realizaram 33.922 visitas preventivas.

As ações educativas de enfrentamento à violência contra a mulher alcançaram 513.798 pessoas.

Ao todo, foram mobilizados 96.225 policiais e 35.174 viaturas, com atuação em 4.253 municípios brasileiros.

Operação tem atuação permanente

A atual etapa da Operação Mulher Segura começou em 1º de junho e está prevista para continuar até 31 de dezembro de 2026.

A iniciativa integra a estrutura do Centro Integrado Mulher Segura (CIMS), coordenado pela Senasp. O centro atua na integração e análise de informações e na articulação entre instituições envolvidas na prevenção e no enfrentamento à violência contra as mulheres.

De acordo com o balanço encaminhado pelo Ministério, a expectativa é alcançar 100 mil prisões até o fim do ano. O número representa uma meta informada pelo governo.

Redação
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