Quem depende dos ônibus do Distrito Federal pode enfrentar uma paralisação do transporte público a partir da próxima segunda-feira, 28 de setembro. Os rodoviários aprovaram por unanimidade a realização de uma greve geral durante assembleia da categoria no domingo (20).
A greve, no entanto, ainda pode ser evitada. O Sindicato dos Rodoviários afirma que aguarda uma proposta das empresas e admite retomar as negociações antes da data marcada para o início do movimento. Sem avanço, a categoria também avalia outras mobilizações ao longo desta semana.
O impasse envolve principalmente reajuste salarial e a renovação do acordo coletivo de trabalho. Segundo o sindicato, as negociações vêm ocorrendo há meses, mas ainda não resultaram em uma proposta capaz de encerrar a discussão.
O que os rodoviários reivindicam
Entre as reivindicações está um reajuste que recomponha a inflação acumulada desde o último aumento, além de ganho real. A categoria também cobra a renovação do acordo coletivo, que expirou em 30 de julho.
O documento reúne pontos como jornada de seis horas corridas, tíquete e cesta-alimentação, planos de saúde e odontológico e adicional por tempo de serviço.
Outro tema considerado importante pelos trabalhadores é a manutenção dos empregos dos cobradores, especialmente diante das mudanças na forma de pagamento das passagens e da retirada do dinheiro em espécie dos ônibus.
Segundo o diretor financeiro do Sindicato dos Rodoviários do DF, João Osório, a categoria decidiu aprovar a greve depois de tentativas de negociação com as empresas. De acordo com o representante sindical, até esta segunda-feira não havia sido apresentada uma proposta aos trabalhadores.
A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), comentou o movimento nesta segunda-feira (21), durante agenda no Gama. Ela relacionou o anúncio da greve ao período eleitoral e afirmou que o governo está aberto ao diálogo, mas que não aceitará o que considera uma forma de pressão.
Celina também afirmou que há auditoria em andamento sobre contratos do transporte público.
Greve ainda pode ser evitada
Para o passageiro, o ponto principal é que a paralisação está aprovada, mas ainda não começou. A data indicada pela categoria é segunda-feira (28), o que mantém aberta a possibilidade de acordo durante esta semana.
Também não há, nas informações divulgadas até agora, definição sobre quantos ônibus deixariam de circular, quais linhas seriam atingidas ou qual percentual da frota teria de permanecer nas ruas.
Esses detalhes deverão depender dos próximos passos da negociação e de eventuais medidas relacionadas à paralisação.
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