Celina Leão sanciona lei que cria política de prevenção ao suicídio e fortalece rede de atendimento em saúde mental no DF

Norma sancionada pela governadora Celina Leão institui ações permanentes de prevenção, amplia o atendimento na rede pública e prevê apoio psicossocial às famílias enlutadas

O Distrito Federal passa a contar com uma política pública permanente voltada à prevenção do suicídio e ao fortalecimento da assistência em saúde mental. A governadora Celina Leão sancionou nesta quarta-feira (22) a Lei nº 7.927/2026, de autoria do deputado distrital Pepa, que institui a Política Distrital de Prevenção ao Suicídio e de Apoio Psicossocial às Famílias Enlutadas por Suicídio.

A nova legislação estabelece diretrizes para integrar as ações do poder público, ampliar o acesso aos serviços especializados de saúde mental e oferecer suporte psicológico e social às pessoas afetadas direta ou indiretamente pelo suicídio.

Segundo a lei, a política tem como objetivo reduzir os índices de suicídio no Distrito Federal, promover a valorização da vida e garantir atendimento às famílias que enfrentam o luto provocado por esse tipo de ocorrência.

Atendimento passa a envolver diferentes áreas do governo

A legislação determina que as ações sejam desenvolvidas de forma integrada entre diversas áreas da administração pública.

Além da Secretaria de Saúde, a política prevê a atuação conjunta das secretarias de Educação, Desenvolvimento Social, Segurança Pública e de outros órgãos envolvidos na promoção da saúde e na proteção social.

A proposta é ampliar a identificação precoce de situações de risco e fortalecer o encaminhamento de pessoas em sofrimento psíquico para atendimento especializado.

Rede pública deverá ampliar ações de prevenção

Entre as principais diretrizes previstas na nova política estão:

  • desenvolvimento permanente de ações de prevenção ao suicídio;
  • capacitação contínua de profissionais da rede pública;
  • fortalecimento do acolhimento às pessoas em sofrimento psíquico;
  • atendimento especializado nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais serviços de saúde mental;
  • implantação de ações de pós-venção, voltadas ao atendimento psicológico e social das famílias enlutadas;
  • criação de protocolos de notificação e encaminhamento dos casos;
  • incentivo à produção de estudos, pesquisas e indicadores sobre saúde mental e prevenção ao suicídio.

Apoio às famílias passa a integrar a política pública

Um dos diferenciais da lei é incluir expressamente as famílias enlutadas entre o público beneficiado.

O texto determina que o poder público desenvolva ações de pós-venção, oferecendo suporte psicológico e social às pessoas que perderam familiares ou pessoas próximas em decorrência do suicídio.

Especialistas da área de saúde mental apontam que esse acompanhamento é importante para reduzir impactos emocionais e prevenir novos episódios de sofrimento intenso entre familiares e pessoas próximas.

Objetivo é fortalecer a rede de saúde mental

Com a criação da política distrital, o Governo do Distrito Federal passa a contar com diretrizes permanentes para orientar ações de prevenção, atendimento e acompanhamento em saúde mental.

A expectativa é que a integração entre os diferentes órgãos públicos contribua para ampliar o acesso aos serviços especializados, qualificar o atendimento e fortalecer as estratégias de prevenção ao suicídio em todo o Distrito Federal.

Redação
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