A Polícia Federal, em cooperação com agentes da Fuerza Especial de Lucha contra el Crimen (FELCC) da Bolívia e a Interpol, prendeu Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, nesta sexta-feira (16).
O brasileiro foi identificado como um dos principais articuladores de um esquema internacional de lavagem de dinheiro vinculado à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Além disso, ele consta na Lista de Difusão Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal).
Foragido internacional desde 2020, Tuta é condenado a 12 anos de prisão no Brasil por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
Captura
De acordo com a Polícia Federal, a prisão ocorreu após Marcos Roberto comparecer a uma unidade policial boliviana para tratar de questões migratórias, apresentando um documento falso em nome de Maicon da Silva.
A falsidade foi detectada pelas autoridades bolivianas, que acionaram a Interpol e o oficial de ligação da Polícia Federal em Santa Cruz de la Sierra. A partir da confirmação de sua verdadeira identidade, ele foi detido pela Força Especial de Luta Contra o Crime Organizado na Bolívia (FELCC).
- Incêndio no Ceagesp destrói 320 boxes de frutas; sem vítimas
- Desfile de 7 de Setembro em Brasília terá reforço na segurança e transporte especial
- Inscrições abertas para o Prêmio Carolina Bori até 30 de outubro
- Golpe do sósia utiliza tecnologia facial para fraudes de identidade
- Gilmar Mendes propõe proibição de delegados da PF como assessores no STF
Tuta permanece sob custódia das autoridades bolivianas.
Próximos passos
Neste domingo, está prevista a realização de uma audiência judicial na Bolívia para definir se Marcos Roberto será expulso imediatamente ou responderá por uso de documento falso no país.
Se for expulso, o retorno ao Brasil pode ocorrer nos próximos dias, dependendo da logística entre os dois países.
Se for necessário um processo formal de extradição, a Polícia Federal estima que poderá levar mais tempo, pois dependerá do trâmite na justiça boliviana.
Fonte: Agência Brasil
