PF faz três operações contra armazenamento de material de abuso sexual infantil; dois investigados foram presos

A Polícia Federal realizou ações em três estados contra suspeitas relacionadas ao armazenamento e à circulação de arquivos com cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes. As diligências ocorreram no Rio Grande do Sul, Paraíba e São Paulo entre quinta-feira (17) e sexta-feira (18).

No Rio Grande do Sul, a PF deflagrou nesta sexta-feira (18) a Operação Argos, em Capão do Leão. A investigação começou após informações de que um homem estaria armazenando material de abuso sexual infantil.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, um homem foi preso em flagrante. Um telefone celular foi apreendido e passará por perícia. A investigação continua para verificar a possível existência de outros crimes relacionados ao caso.

Na Paraíba, também nesta sexta-feira, a PF deflagrou a Operação Sentinela do Sertão, com cumprimento de mandado de busca e apreensão em São José de Piranhas.

A investigação teve origem em um procedimento aberto em Santa Catarina após informações sobre a comercialização e disponibilização de material ilícito por meio de aplicativo de mensagens e links hospedados em serviço de armazenamento em nuvem.

Computadores, celulares e outros dispositivos eventualmente apreendidos serão submetidos à perícia. Segundo a PF, o trabalho busca confirmar a autoria, dimensionar o material investigado e identificar possíveis vítimas ou outras pessoas envolvidas. No material fornecido pela PF, não há informação de prisão nessa operação.

A terceira ação ocorreu na quinta-feira (17), em Clementina, no interior de São Paulo. A investigação teve início a partir de uma notícia-crime encaminhada pelo National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC).

Segundo a PF, durante a busca foram encontrados em um celular arquivos que, em tese, contêm cenas de abuso sexual infantojuvenil. O investigado foi levado à Delegacia da Polícia Federal em Araçatuba e permaneceu preso após audiência de custódia.

A Polícia Federal também reforçou o alerta para que pais e responsáveis acompanhem e orientem crianças e adolescentes sobre atividades nos ambientes virtual e físico, como medida de prevenção a situações de abuso e exploração sexual.

Redação
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