Fila de espera por perícia do INSS é eliminada em agosto de 2023

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou na quinta-feira (3) que a fila de atendimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi zerada em agosto. O anúncio ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o ministério, a quantidade de pedidos de perícia aguardando análise diminuiu gradativamente desde fevereiro, quando 3,12 milhões de pessoas estavam na fila. No mesmo mês, 1,17 milhão de novos pedidos foram registrados. A fila foi reduzida para 1,547 milhão em julho, e em agosto, o número de novos pedidos superou o de pessoas na espera.

Queiroz explicou que a eliminação da fila se deve a um aumento no fluxo de atendimentos. “Quando isso acontece, não temos uma fila. Temos um fluxo de atendimento”, comparou o ministro, citando que a situação é semelhante a uma loja com mais vendedores do que clientes.

O ministério atribui essa melhora a diversas ações, como a nomeação de novos servidores, o funcionamento de 865 agências com recursos de telemedicina e a implementação de perícia médica documental, que permite que a documentação seja enviada sem a necessidade de comparecimento físico.

Além disso, a realização de mutirões nos finais de semana e a oferta de bônus para servidores que superam suas metas também contribuíram para os resultados. “Esse plano de gerenciamento de benefícios foi responsável por, somente em 2026, 2 milhões de atendimentos a mais”, afirmou Queiroz.

Atualmente, o INSS recebe cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês, o que equivale a 43 mil solicitações por dia. Queiroz destacou a importância de humanizar o atendimento, enfatizando que o objetivo é proporcionar um tempo adequado para que as pessoas possam dar entrada, esperar e receber seus benefícios.

Além de zerar a fila, o tempo de espera por decisões também foi reduzido. O prazo legal para uma decisão é de 45 dias, mas o tempo médio atual é de 34 dias. No entanto, ainda existem 224 mil pessoas aguardando resultados de perícias por mais de 45 dias, segundo Queiroz e o secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante. Esses casos são específicos e incluem pedidos de benefícios de prestação continuada (BPC) e aposentadorias.

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