A Polícia Civil de Goiás (PCGO) ampliou a investigação sobre o desaparecimento de duas pessoas em Caldas Novas e confirmou a localização de mais um corpo ligado ao caso. As vítimas são Raimundo Tote de Morais, desaparecido em 10 de janeiro de 2026, e Amarildo Rodrigues Moreira, visto pela última vez no dia 22 de janeiro.
As investigações são conduzidas pela Delegacia de Polícia de Caldas Novas, com apoio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) e da Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), sob coordenação da 19ª Delegacia Regional de Polícia.
O principal investigado é Alessandro Belo Rosa, de 47 anos, preso pela Polícia Civil na terça-feira (27). Contra ele havia um mandado de prisão por execução de pena relacionada a um homicídio ocorrido em 2014, além de descumprimento de monitoração eletrônica registrado em dezembro de 2025. No momento da prisão, o celular do suspeito foi apreendido, e o aparelho continha imagens consideradas relevantes para a investigação.
Corpos localizados
No dia 28, equipes da PCGO encontraram o corpo de Amarildo enterrado no quintal da casa onde Alessandro morava. A localização foi possível após indicação de um adolescente de 16 anos, que também é investigado por envolvimento nos crimes.
Já no dia 29, os policiais localizaram o provável corpo de Raimundo Tote em uma área de mata, a cerca de um quilômetro do local de trabalho da vítima. O ponto também foi indicado pelo adolescente.
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De acordo com a Polícia Civil, os dois investigados teriam participação direta nos crimes. As apurações apontam que, após as mortes, os corpos foram ocultados em locais diferentes para dificultar a descoberta.
Crimes investigados
O caso é tratado como homicídio qualificado, latrocínio (roubo seguido de morte), ocultação de cadáver e também investigação sobre fornecimento de bebida alcoólica a menor. A Polícia Civil informou que Alessandro Belo Rosa possui outros registros criminais por crimes contra a vida e contra o patrimônio, além de existir suspeita de envolvimento dele em outros homicídios.
A divulgação da identidade do investigado foi autorizada com base no interesse público e na possibilidade de surgirem novas vítimas ou testemunhas que possam contribuir com as investigações.
A polícia segue apurando os fatos para esclarecer completamente a dinâmica dos crimes.
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