O Parque Estadual de Terra Ronca (Peter), localizado no nordeste de Goiás, teve sua área regularizada ampliada com a aquisição de duas propriedades rurais pelo Governo de Goiás. Esses imóveis proporcionam acesso à caverna São Vicente I, que é considerada a quinta maior caverna do Brasil, com aproximadamente 16,4 quilômetros de extensão.
Com as incorporações realizadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a área regularizada do parque aumentou de cerca de 65% para 68%. O parque abrange aproximadamente 57 mil hectares e está situado nos municípios de São Domingos e Guarani de Goiás.
Além do acesso à caverna, os imóveis adquiridos incluem o início da trilha que leva à cavidade. De acordo com a Semad, essa ação visa garantir um acesso público organizado, fortalecer a preservação ambiental e ampliar as condições para pesquisa científica, educação ambiental e turismo de natureza.
A caverna São Vicente I abriga 12 cachoeiras formadas pelo rio São Vicente e possui uma das travessias subterrâneas mais conhecidas do país. Devido às características ambientais e ao grau de dificuldade do percurso, as visitas à caverna requerem autorização prévia da Semad e devem ser realizadas com a supervisão de condutores habilitados.
A regularização fundiária é considerada estratégica para aumentar a proteção ambiental e assegurar maior segurança jurídica para a gestão do parque, que é um dos mais importantes patrimônios espeleológicos do Brasil.
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Nos últimos anos, o Estado também incorporou ao patrimônio público áreas onde estão localizadas as cavernas Bezerra, São Vicente II, Sistema São Mateus, São Bernardo-Palmeiras, São Bernardo, Pau-Pombo e Sambaíba.
A Semad já adquiriu áreas de acesso à caverna Terra Ronca I, um dos atrativos mais conhecidos do parque, e as negociações para a compra da área remanescente continuam em andamento.
São Vicente I é considerada a quinta maior caverna do Brasil (Foto: Semad)
Parte do avanço na regularização fundiária ocorreu por meio de doações de imóveis vinculadas a compensações florestais e por danos ambientais. Nesse modelo, empreendedores destinam áreas localizadas dentro de unidades de conservação para cumprir obrigações ambientais.
Segundo a Semad, esse mecanismo contribui para a redução de conflitos territoriais, fortalece a conservação da biodiversidade e amplia a capacidade de gestão, fiscalização, pesquisa científica e uso público sustentável das áreas protegidas.
A secretaria também ressalta que a regularização fundiária beneficia proprietários e famílias afetadas pela criação das unidades de conservação, ao garantir instrumentos legais para a aquisição das áreas privadas e o pagamento das indenizações previstas.
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Fonte: Agência Goiás de Notícias
