A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) inicia na próxima segunda-feira (2) a aplicação do medicamento nirsevimabe em bebês prematuros e crianças pequenas com comorbidades. A estratégia contempla recém-nascidos com até 36 semanas e 6 dias de gestação e crianças de até 24 meses com condições de saúde que aumentam o risco de complicações respiratórias. O medicamento será oferecido para bebês nascidos a partir de 1º de agosto de 2025.
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O objetivo é proteger contra infecções graves causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal responsável por quadros de bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida. A aplicação será feita tanto nas maternidades públicas, para prematuros que ainda estejam internados, quanto nas unidades básicas de saúde (UBSs), para crianças que já estão em casa. Em todos os locais, as equipes estão orientadas a tirar dúvidas e avaliar a situação clínica de cada bebê.
No último dia 26, o DF recebeu do Ministério da Saúde um lote com 296 doses de 0,5 ml, destinadas a bebês com menos de 5 kg, e 60 doses de 1 ml, para aqueles com pelo menos 5 kg. A medida faz parte de uma estratégia nacional de enfrentamento às doenças respiratórias na primeira infância.
Segundo a referência técnica distrital de pediatria da SES-DF, Juliana Queiroz, a expectativa é reduzir a gravidade dos casos. De acordo com ela, o nirsevimabe representa um reforço importante na proteção das crianças menores de dois anos, contribuindo para diminuir atendimentos em prontos-socorros, internações hospitalares e a pressão por leitos de UTI pediátrica.
A médica explica que o medicamento não é uma vacina, mas sim um anticorpo monoclonal que oferece proteção direta contra o VSR. A maior circulação do vírus costuma ocorrer no período de sazonalidade das doenças respiratórias, geralmente entre março e julho. Por isso, a orientação é manter cuidados adicionais com os bebês, como evitar aglomerações e higienizar as mãos antes de qualquer contato.
DF foi pioneiro na aplicação
Em 2025, o Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a utilizar o nirsevimabe de forma ampliada. Na ocasião, a aquisição foi feita com recursos próprios do governo local. De acordo com a SES-DF, houve redução nos casos graves e também nos óbitos relacionados às infecções por VSR.
Agora, além das 354 doses enviadas pelo Ministério da Saúde neste início de ano, o DF ainda conta com cerca de 1,6 mil doses remanescentes da compra anterior, o que permitirá ampliar a cobertura do público-alvo. A distribuição está sendo feita gradualmente às unidades de aplicação para dar continuidade à estratégia de proteção dos bebês.
A lista dos locais onde o nirsevimabe estará disponível pode ser consultada nos canais oficiais da Secretaria de Saúde do DF.
