Nesta semana, entre os dias 4 e 8 de maio, 365 pacientes passaram pelo Ambulatório de Pneumologia do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) durante uma força-tarefa para a realização de exames de espirometria. Também conhecido como prova de função pulmonar, o teste é essencial para avaliar a capacidade respiratória dos pacientes, permitindo o diagnóstico da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e de outras enfermidades. O mutirão, que também foi organizado no ano passado, visa diminuir a fila de espera para a realização do exame pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). O diagnóstico é necessário para que alguns pacientes com a condição possam participar de programas de reabilitação pulmonar ou serem encaminhados para outros procedimentos de saúde.
O médico pneumologista do Hran, Paulo Feitosa, destaca que a rede de atenção da SES-DF é um modelo na oferta desse serviço.
“A unidade de pneumologia do Hran é referência em várias patologias pulmonares específicas. Trata-se da maior unidade do tipo dentre as regiões Nordeste e Centro-Oeste e funciona em cooperação com outros serviços oferecidos no Hran, como o Ambulatório do Sono”,
ressalta.
Durante a espirometria, o paciente é orientado a encher o peito de ar e soprar forte e rápido, por seis segundos, esvaziando todo o pulmão em um tubo ligado a um sistema computadorizado. Após cerca de 20 minutos do primeiro sopro e do uso de um broncodilatador, o paciente repete o sopro para verificar se houve mudança após o uso da medicação. Todo o exame é orientado por um técnico de espirometria habilitado, com equipamentos conectados a sistemas computadorizados que geram dados gráficos e numéricos para análise de um especialista — no mutirão, os pneumologistas do Hran.
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Um dos pacientes atendidos durante a semana foi a chefe de cozinha Rayane Campeche. Ela relata que já havia se consultado com um fonoaudiólogo da rede e elogiou a equipe da SES-DF.
“A profissional que marcou os exames foi super solícita comigo. Estou na fila para fazer a cirurgia bariátrica também, então me colocaram para fazer esse exame de investigação pneumonológica. Eu tenho asma desde criança, mas agora eu quero cuidar melhor da minha saúde”,
conta.
A aposentada Doralice Samara, acompanhada da filha e do neto, também participou do mutirão. Doralice é fumante — apesar da forte reprovação da família — e afirma que a força-tarefa ocorre em um momento oportuno.
“Como foi constatada a DPOC, um enfisema, o médico pediu esse exame para avaliar a minha situação, para ele poder trocar o medicamento”,
explica. Sobre a dificuldade em realizar o teste, a aposentada fala com orgulho:
“Segurar o fôlego foi difícil, mas eu consegui, mesmo com 80 anos! Teve gente mais nova que eu que não deu conta”,
afirma sorridente.
*Com informações da SES-DF
Fonte: Agência Brasília
