Hospital de Base implementa hemodiálise no leito e diminui riscos para pacientes internados

Para pacientes internados em estado mais delicado, um simples deslocamento dentro do hospital pode representar risco. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), essa realidade começa a mudar. A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), passou a utilizar uma tecnologia que permite realizar a hemodiálise diretamente no leito, reduzindo movimentações e tornando o cuidado mais seguro. O sistema, chamado Genius, marca um avanço importante na assistência hospitalar ao levar o tratamento até o paciente. Antes, a hemodiálise dependia de pontos fixos de água, o que exigia o transporte de pessoas, muitas vezes em condição clínica sensível, até áreas específicas do hospital. Agora, o procedimento pode ser feito no próprio local, com mais estabilidade e conforto.

O sistema Genius permite que sessões de hemodiálise sejam realizadas no leito, evitando o transporte de pacientes em estado mais delicado. A mudança impacta diretamente a segurança assistencial. Ao evitar deslocamentos, a nova tecnologia reduz o risco de quedas, intercorrências durante o transporte e outras complicações que podem surgir nesses trajetos. Segundo o chefe do Serviço de Nefrologia do HBDF, Thiago Hayashida, a inovação também melhora a organização do cuidado e amplia o acesso ao tratamento.

“O sistema Genius permite maior flexibilidade na assistência hospitalar. Como pode ser utilizado em diferentes setores, independentemente da estrutura de água, amplia o acesso ao tratamento e contribui para um cuidado mais seguro e eficiente”, explica.

Outro diferencial está na possibilidade de personalização. O equipamento conta com um tanque abastecido com solução de diálise preparada em uma moderna estação de tratamento, cuja composição pode ser ajustada de acordo com a necessidade de cada paciente antes do início do procedimento. A combinação entre mobilidade e ajuste individual contribui para maior eficiência e melhor resposta clínica. Ao todo, foram adquiridas 10 máquinas, com capacidade para atender mais de 900 sessões de hemodiálise por mês em pacientes internados. O reforço amplia a capacidade assistencial do hospital e melhora o fluxo de atendimento.

A paciente Francisca Souza Araújo, de 40 anos, que convive com diabetes e doença renal, foi uma das primeiras a utilizar o equipamento. Em tratamento há três anos, ela destacou a diferença na experiência.

“É uma ótima ideia para quando o paciente está muito debilitado e com dificuldade de sair do leito. Se é algo que tem possibilidade de melhorar a situação da pessoa internada, eu acho muito bom”, comemora.

A tecnologia também deve chegar ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), ampliando o alcance do serviço na rede pública. A previsão é que cinco equipamentos sejam instalados na unidade até o fim de maio, fortalecendo a assistência e garantindo mais acesso ao tratamento para a população do Distrito Federal.

*Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

Fonte: Agência Brasília

Redação
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