A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a morte de um bebê de apenas 3 meses ocorrida na região de Mestre D’Armas, em Planaltina. A criança morreu na madrugada de segunda-feira (18/5), após a mãe relatar que adormeceu sobre o filho enquanto dormiam na mesma cama.
A mulher chegou a ser presa em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas foi liberada após audiência de custódia. O caso é investigado pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), que aguarda os laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.
Segundo informações registradas na ocorrência, equipes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foram acionadas pelo Hospital Regional de Planaltina depois que o bebê deu entrada na unidade já sem sinais vitais.
De acordo com a equipe médica, a criança apresentava sinais compatíveis com possível sufocamento, além de uma marca arroxeada no rosto. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), responsável pelo exame cadavérico.
Em depoimento à polícia, a mãe afirmou que dormia ao lado do bebê e percebeu, ao acordar durante a madrugada, que estava deitada sobre a criança.
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Relatos de testemunhas e fontes ligadas à investigação apontam que a mulher aparentava estar sob efeito de substâncias psicoativas. Pessoas ouvidas pela polícia também relataram histórico de uso de álcool e drogas, além de supostos episódios anteriores de negligência contra os filhos.
Conforme apurado, a mulher teria feito uso contínuo de cocaína nos dias anteriores ao caso e ingerido uma alta dose de clonazepam antes de dormir. Na delegacia, porém, ela apresentou versão diferente sobre o suposto uso de entorpecentes.
O pai da criança teria encontrado a mulher sobre o bebê ao chegar em casa. Ao retirar a companheira de cima do filho, percebeu que ele já estava sem vida.
O Conselho Tutelar de Planaltina foi acionado e medidas protetivas foram solicitadas para os outros filhos da investigada. Na tarde de terça-feira (20/5), equipes da Polícia Civil e do Conselho Tutelar retiraram as crianças da residência da família.
A ocorrência foi registrada inicialmente como homicídio culposo no âmbito da Lei Henry Borel. A PCDF informou que o procedimento investigatório segue em andamento e que aguarda os resultados dos laudos técnicos para concluir a apuração.
