DF terá centro de reabilitação robótica com exoesqueletos inteligentes

O Distrito Federal deu um passo inédito na saúde pública ao assinar, nesta segunda-feira (12), o projeto que implantará o primeiro Centro de Tecnologias de Reabilitação Neuromotora do DF. A iniciativa, liderada pelo Governo do Distrito Federal, tem foco no desenvolvimento e no uso de exoesqueletos e dispositivos robóticos inteligentes para pacientes que precisam de reabilitação após acidente vascular cerebral (AVC) e outras condições neurológicas.

A pesquisa, orçada em R$ 2,9 milhões, será integrada à rede pública de saúde e ao Instituto de Gestão Estratégica (Iges-DF). Segundo o governo, o centro vai transformar o DF em referência nacional em tecnologia assistiva aplicada ao SUS.

Durante a assinatura, a governadora em exercício Celina Leão destacou que a medida representa mais do que previsão orçamentária.
“A assinatura deste termo não é apenas um ato administrativo; é um compromisso público com uma política de saúde que olha para o futuro”, afirmou.

O projeto adota uma estratégia dupla: adquirir e adaptar um exoesqueleto comercial de última geração, destinado a pacientes com maior potencial de recuperação, e desenvolver no DF um andador robótico inteligente de baixo custo, com capacidade de alcançar mais usuários.

O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, reforçou o impacto humano da iniciativa.
“Estamos falando de pais, mães e filhos que poderão retomar atividades, conquistar autonomia e ter uma vida mais digna”, disse.

A estimativa é de atender entre 1,5 mil e 2 mil pacientes por ano e gerar uma economia potencial de mais de R$ 300 milhões em cinco anos ao sistema público, com redução de internações, reinternações e dependência funcional.

A pesquisa terá duração inicial de 18 meses e será liderada pelo Laboratório de Automação e Robótica da Universidade de Brasília (Lara-UnB), referência em robótica aplicada à saúde. A execução contará com uma rede clínica formada pelo Hospital Universitário de Brasília, Hospital de Base e Hospital de Apoio.

Em fase experimental, pacientes da rede pública com sequelas neurológicas, como vítimas de AVC, acidentes de trânsito e doenças degenerativas, poderão ser encaminhados por unidades credenciadas como os CERs de Taguatinga e o Iges-DF. A incorporação definitiva ao SUS ocorrerá após conclusão dos estudos e validação clínica.

O presidente do Iges-DF, Cleber Fernandes, destacou a relevância do acordo:
“Estamos muito entusiasmados em ampliar nossa participação neste projeto do GDF, que demonstra uma visão voltada para toda a sociedade.”

Se validado, o DF será o primeiro estado do país a integrar soluções robóticas de reabilitação à rede pública de saúde de forma estruturada.

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