Secretaria de Saúde do DF confirma 23 casos de mpox em 2026

Novo balanço divulgado nesta quarta-feira (4) aponta dez registros a mais do que o número informado anteriormente. Laboratório investiga a variante do vírus em circulação.

O Distrito Federal contabiliza 23 casos confirmados de mpox em 2026, segundo atualização divulgada pela Secretaria de Saúde (SES-DF) nesta quarta-feira (4/11). O número representa uma revisão dos dados apresentados anteriormente pela pasta, que havia informado 13 diagnósticos da doença na capital federal.

A atualização ocorreu após a confirmação de um caso envolvendo um homem de 32 anos, morador do Guará, diagnosticado na segunda-feira (2/11). Inicialmente, o paciente havia sido apontado como o 13º infectado do ano. Com a revisão do banco de dados, o total passou para 23 registros.

Segundo a Secretaria de Saúde, os números podem sofrer alterações conforme novas informações são inseridas e verificadas no sistema de vigilância epidemiológica.

A pasta explicou que trabalha em conjunto com as regiões de saúde para revisar e consolidar os registros, garantindo maior precisão no acompanhamento da doença.

A atualização não significa, necessariamente, que dez novas infecções tenham ocorrido nos últimos dias, mas que o total contabilizado foi revisado.

Morador do Guará apresentou febre e bolhas com pus

Entre os casos confirmados está o de um homem de 32 anos, residente no Guará, que começou a apresentar sintomas em 26 de outubro.

Inicialmente, ele acreditou estar com amigdalite, devido à febre alta e à dor de garganta. Também apresentou dor de cabeça e dores leves pelo corpo.

Dias depois, surgiram lesões na pele, incluindo bolhas com pus, o que levantou a suspeita de mpox.

As lesões apareceram em diferentes partes do corpo, como mãos, pés, costas, peito, cabeça e rosto.

O diagnóstico foi confirmado em 2 de novembro, uma semana após o início dos sintomas.

O paciente preferiu não ter a identidade divulgada por receio de sofrer preconceito relacionado à doença.

Variante do vírus ainda está sob investigação no DF

A Secretaria de Saúde informou que ainda não há identificação conclusiva sobre a variante predominante entre os casos recentes registrados no Distrito Federal.

As análises estão sendo conduzidas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF), responsável por exames e investigações laboratoriais de interesse da vigilância epidemiológica.

A identificação da variante é importante para acompanhar a circulação do vírus e auxiliar as autoridades sanitárias na avaliação do cenário epidemiológico.

Brasil registra 633 casos confirmados de mpox

De acordo com os dados do painel do Ministério da Saúde citados no levantamento, o Brasil contabiliza:

Casos confirmados

633

Casos prováveis

37

Casos suspeitos

239

Óbitos registrados

1

Dados nacionais informados no levantamento divulgado em 4 de novembro de 2026.

Como a mpox é transmitida?

A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com uma pessoa infectada, especialmente com lesões na pele, secreções e fluidos corporais.

O vírus também pode ser transmitido pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis, além de contato próximo e prolongado com secreções respiratórias.

Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas e uma nova camada de pele tenha se formado.

Quais são os principais sintomas?

Os sinais mais comuns da mpox incluem:

  • Lesões, erupções ou bolhas na pele;

  • Febre e calafrios;

  • Dor de cabeça;

  • Dores musculares;

  • Fraqueza e cansaço;

  • Aumento dos gânglios linfáticos, conhecidos como ínguas.

As lesões podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés, na boca, na região genital e em outras partes do corpo.

O que fazer em caso de suspeita?

Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com mpox devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e, quando indicado, realização de exames.

A confirmação é feita por teste laboratorial molecular, preferencialmente a partir de amostras coletadas das lesões.

Até receber orientação médica, é importante evitar contato físico próximo, não compartilhar objetos pessoais e manter as lesões cobertas sempre que possível.

O tratamento é voltado principalmente ao controle dos sintomas e à prevenção de complicações, com acompanhamento conforme a gravidade de cada caso.

Redação
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