Indígenas do Vale do Javari contarão com transporte gratuito no 2º turno eleitoral

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) anunciou nesta quinta-feira (22) que os representantes da Terra Indígena Vale do Javari confirmaram a regularização do transporte gratuito dos eleitores, além do apoio logístico necessário para a operação, que ocorrerá no próximo domingo (25), durante o segundo turno das eleições gerais.

O acordo entre as lideranças indígenas e as autoridades públicas foi formalizado em reunião conduzida pela juíza da 42ª Zona Eleitoral, Dálethe Borges Messias, na quarta-feira (21).

A juíza destacou que, durante o primeiro turno, acompanhou pessoalmente a entrega de urnas eletrônicas nas comunidades de Paraíso e Remancinho, com o objetivo de “assegurar o direito ao voto”.

Ela solicitou que os representantes indígenas apresentem a lista das embarcações que serão utilizadas no 2º turno, incluindo a identificação dos responsáveis e as contribuições das entidades ou órgãos envolvidos na operação de transporte dos eleitores.

Segundo a Justiça Eleitoral, essa medida permitirá o acompanhamento e a fiscalização do transporte, garantindo transparência e o cumprimento da legislação eleitoral.

Para os próximos pleitos, foi estabelecida a necessidade de apresentação antecipada de informações sobre locais de votação, comunidades atendidas, rotas fluviais, distâncias, condições de navegabilidade, estimativa de eleitores e disponibilidade de embarcações e tripulações.

A Terra Indígena do Vale do Javari é a segunda maior do Brasil, com 8,5 milhões de hectares, uma área superior ao estado da Paraíba. Homologada em 2001, a terra indígena está localizada no estado do Amazonas, em uma região de tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, e abriga 74 aldeias, sete povos e mais de 6 mil indígenas. A região também possui a maior concentração de povos indígenas isolados do mundo.

Devido à sua riqueza natural e localização estratégica, o Vale do Javari é frequentemente alvo de redes de narcotráfico, garimpo ilegal, biopirataria e extração ilícita de madeira.

Foi na região que o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Philips foram assassinados em 2022, vítimas de uma emboscada no Rio Itaquaí.

* Com informações do TRE-AM

Fonte: Agência Brasil

Redação
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