Projeto quer criar o Dia do Cachorro-Quente no DF

Proposta de Pastor Daniel de Castro inclui 9 de setembro no calendário oficial e prevê festivais, concursos gastronômicos e ações para pequenos empreendedores

O tradicional dogão pode ganhar espaço no Calendário Oficial de Eventos do Distrito Federal. Projeto apresentado pelo deputado distrital Pastor Daniel de Castro propõe instituir o Dia do Cachorro-Quente de Brasília, a ser celebrado anualmente em 9 de setembro.

A proposta pretende reconhecer o cachorro-quente como parte da cultura gastronômica popular do DF e valorizar vendedores ambulantes, trailers, food trucks, lanchonetes, quiosques e pequenos empreendedores que trabalham no segmento.

A data escolhida pelo parlamentar, no entanto, já é popularmente dedicada ao cachorro-quente no Brasil. Em Brasília, há registros de estabelecimentos e veículos celebrando o 9 de setembro como Dia do Cachorro-Quente há pelo menos alguns anos.

O projeto, portanto, pretende oficializar no calendário do DF uma comemoração que já existe de maneira informal.

Um dia oficial para o dogão

Na justificativa, Daniel de Castro afirma que o cachorro-quente ultrapassou a condição de simples lanche e passou a integrar a memória afetiva e a cultura gastronômica da população do Distrito Federal.

Segundo o parlamentar, o dogão acompanha o brasiliense depois da aula, no intervalo do trabalho, após partidas de futebol, eventos e até durante a madrugada.

E, se depender do projeto, essa relação poderá ir além do balcão dos tradicionais trailers.

A proposta prevê que, na semana da comemoração, sejam realizados festivais, feiras, concursos gastronômicos e encontros dedicados ao cachorro-quente.

Também poderão ocorrer ações de capacitação, formalização, segurança alimentar e boas práticas destinadas aos profissionais do setor.

Do trailer para o calendário oficial

O projeto destaca ainda a importância econômica da atividade. A justificativa cita uma cadeia que envolve vendedores e estabelecimentos, mas também fornecedores de pães, carnes, molhos, bebidas, embalagens e hortifrutigranjeiros.

A intenção é incentivar especialmente microempreendedores individuais e pequenos negócios ligados à alimentação.

As atividades relacionadas à data poderão ser promovidas por entidades públicas e privadas, inclusive em parceria com associações, organizações da sociedade civil e representantes do comércio.

O texto ressalta que não haverá obrigatoriedade de geração de despesas para o Poder Executivo.

Assim, se a proposta avançar, o cachorro-quente que já tem seu dia popularmente celebrado poderá conquistar também o reconhecimento oficial da CLDF.

Antes disso, porém, o projeto ainda terá de percorrer a tramitação da Câmara Legislativa e ser aprovado pelos deputados.

Até lá, o 9 de setembro continua sendo comemorado pelos fãs do dogão,  ainda que o calendário oficial do DF não tenha sido avisado.

Redação
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