Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil terá 32 seleções
Publicado em 20/07/2026 – 10:48
Brasília
Após a Copa do Mundo de futebol masculino, a seleção brasileira ficou distante do hexa, mas os torcedores não precisarão esperar mais quatro anos para apoiar o Brasil novamente. Em 2027, o país sediará a Copa do Mundo Feminina, que ocorrerá pela primeira vez em solo brasileiro.
O Brasil conta com um grande número de meninas apaixonadas pelo futebol, que veem nas jogadoras da seleção feminina um exemplo a ser seguido. A expectativa é alta entre torcedores de todas as idades.
A pequena Manuela Baère, de 6 anos, já demonstra entusiasmo para assistir às atletas em campo.
- Modelo do Pix desafia controle financeiro dos EUA sobre o Brasil
- Liga das Nações: seleção feminina enfrenta Japão na quarta-feira no primeiro jogo eliminatório
- Brasil envia 690 mil doses de vacinas como ajuda humanitária à Venezuela
- Brasil é eliminado na fase de grupos da Liga das Nações de Vôlei Masculino pela primeira vez
- Campeão mundial é liberado após veto e viaja para assistir à final da Copa
“Eu adoro futebol. Você sabia que eu faço aula de futebol? E eu estou doida para ver as meninas jogarem. A gente só vê os meninos. Estou toda doida para a gente ver as meninas jogarem”, diz.
Sofia Seabra, de 13 anos, é fã da atacante Marta, que continua a inspirar novas gerações. A estudante de Brasília já está buscando uma forma de assistir à abertura do Mundial feminino no Maracanã.
“Estou muito empolgada com a Copa do Mundo feminina do ano que vem, que eu vou até me comportar melhor para eu poder ver o jogo no Rio de Janeiro. Cresci jogando futebol ao lado de meninos, mas isso nunca me deixou para baixo. Mesmo com a capacidade física menor que a deles, sempre me esforçava mais e mais para poder evoluir. Vou estar torcendo muito o ano que vem”, conta.
O Mundial feminino contará com 32 seleções e será realizado entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Esta será a primeira vez que o Brasil sediará a competição.
Em abril deste ano, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nomeou a ex-capitã da seleção brasileira, vice-campeã mundial de 2007 e medalhista olímpica em Atenas 2004, Aline Pellegrino, como diretora executiva de legado e relações institucionais da Copa do Mundo FIFA 2027.
Aline Pellegrino destaca o potencial transformador do Mundial feminino.
“Nesse momento de reconhecimento do espaço da mulher nessa sociedade, o quanto essa Copa vai também para o lado social, para que a gente enquanto sociedade seja mais igualitária. E eu acho que o futebol tem esse poder de mudança, de transformação. Então, eu acredito que um grande legado que pode acontecer por si só é esse legado cultural. É um potencial muito grande de levar essas histórias, de mudar a cultura, de meninas e meninos começarem a praticar esse futebol juntos desde sempre, isso não ser um problema, porque isso não é um problema. Que essa Copa possa vir e gerar muitas mudanças no nosso Brasil enquanto sociedade”, explica.
Para as atletas que já estão em campo, como Myllene D’Arc, do time Republicanas de Brasília, a expectativa é que o Mundial do ano que vem traga mais visibilidade ao futebol feminino.
“Eu sempre vi os meninos jogando e aí acabei jogando com eles e me apaixonei pelo esporte. A minha expectativa para a Copa do Mundo Feminina é que vai dar muito mais visibilidade, né, para as mulheres, de mostrar que futebol não é só para homem, né? É para mulher também e a gente pode fazer o que quiser, o esporte que quiser, porque somos empoderadas”, relata.
Enquanto a Copa masculina se aproximava do fim, as opiniões sobre o Mundial feminino variavam entre otimismo e ceticismo. Contudo, é quase unânime a percepção de que as atletas precisam de mais visibilidade e valorização.
No próximo ano, oito cidades sediarão a disputa pela inédita taça: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Desde a primeira Copa do Mundo Feminina, realizada em 1991, a taça foi conquistada por apenas cinco seleções ao longo das nove edições do torneio: Estados Unidos (4 vezes), Alemanha (2), Noruega (1), Japão (1) e Espanha (1), atual campeã. A torcida é para que as talentosas atletas brasileiras conquistem o inédito título de campeãs mundiais em casa.
Fonte: Agência Brasil
