Filho é preso suspeito de matar o próprio pai após discussão por caminhonete em Goiânia

A Polícia Civil de Goiás esclareceu o desaparecimento e a morte de João Lourenço de Oliveira, de 64 anos, que estava desaparecido desde o último fim de semana em Goiânia. O principal suspeito do crime é o próprio filho da vítima, que foi preso durante a investigação.

O caso foi conduzido pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), com apoio do Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) e da Polícia Militar. As investigações começaram após familiares comunicarem o desaparecimento do idoso, morador do Setor Parque Buriti.

Durante os primeiros levantamentos, os policiais encontraram vestígios de sangue na residência da vítima e constataram o desaparecimento de diversos bens, entre eles uma caminhonete Toyota Hilux, cartões bancários e um notebook.

As diligências levaram à localização da caminhonete circulando por Goiânia. A partir da abordagem dos ocupantes do veículo, os investigadores identificaram uma rede de pessoas envolvidas na ocultação e negociação do automóvel.

Segundo a Polícia Civil, o filho da vítima teria planejado e executado o crime com a ajuda de outro suspeito. As apurações apontam que ele entrou armado na casa do pai e exigiu uma transferência bancária, além da entrega da caminhonete. Diante da recusa da vítima, o suspeito teria efetuado um disparo que causou a morte do idoso.

Após o crime, o corpo foi retirado da residência e ocultado em uma área de mata na região oeste da capital. O cadáver foi localizado posteriormente pelas equipes policiais durante as buscas.

As investigações também identificaram outros envolvidos na ocultação do corpo, transporte e tentativa de venda da caminhonete, além de pessoas que teriam auxiliado os autores após o crime.

Durante a operação, os policiais apreenderam uma arma de fogo, munições, aparelhos celulares e diversos objetos pertencentes à vítima.

Ao todo, seis pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de latrocínio, ocultação de cadáver, receptação, favorecimento pessoal e posse irregular de arma de fogo.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer completamente todas as circunstâncias do caso.

Redação
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