Psiquiatra afirma que Jairinho apresenta comportamento perverso e prazer em causar dor

Durante o depoimento, a defesa de Monique Medeiros interveio e pediu impugnação do testemunho, sustentando que o médico não poderia traçar o perfil psicológico dos réus sem tê-los entrevistados. A juíza Elizabeth Machado Louro, que preside o Tribunal do Júri, negou o pedido.

Julgamento

Para esta quarta-feira, ainda é esperado o depoimento da médica Maria Cristina de Souza Azevedo, do Hospital Barra D’Or, que atendeu Henry no dia de sua morte.

De acordo com o depoimento do delegado Henrique Damasceno, que foi ouvido na véspera, Jairinho pressionou para que o hospital liberasse o corpo do menino sem a realização de perícia.

A presença da médica atende a um pedido do próprio juízo do caso. Outras testemunhas previstas para o dia incluem o médico legista Luiz Airton Saavedra, que analisou os laudos cadavéricos, e o legista Luiz Carlos Leal Prestes, da Polícia Civil.

Polícia vê farsa

Na terça-feira (26), foram ouvidos os delegados Edson Henrique Damasceno, então titular da delegacia que investigou a morte de Henry Borel, e Ana Carolina Medeiros.

No depoimento, Damasceno afirmou que a versão inicial dos réus, de que a criança havia morrido ao cair de uma cama, fazia parte de uma “farsa ensaiada”.

Ele detalhou que mensagens recuperadas do celular da babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, levaram a polícia a descobrir e confirmar que a mãe tinha conhecimento das agressões.

Júri

Inicialmente, Jairinho e Monique contavam com o mesmo advogado. Atualmente, cada um possui uma equipe de defesa distinta. Ao todo, foram arroladas 27 testemunhas de acusação e defesa. A decisão do júri será tomada por sete jurados, e a expectativa inicial era de que o julgamento durasse cerca de cinco dias.

Dr. Jairinho é acusado dos seguintes crimes: homicídio qualificado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima; três torturas praticadas contra criança; fraude processual; coação no curso do processo.

Monique responde por sete crimes, entre eles homicídio, coação no curso do processo, tortura e fraude processual.

Fonte: Agência Brasil

Redação
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