Mais de 22.410 clientes no Distrito Federal correm o risco de perder a gratuidade dos primeiros 80 kWh na conta de luz caso não atualizem seus dados na Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). O número representa cerca de 20% dos beneficiários cadastrados atualmente no programa na capital.
O alerta foi feito pela Neoenergia Brasília após entrarem em vigor, em janeiro de 2026, novas regras federais que alteram os critérios para manutenção do benefício.
O que mudou na Tarifa Social em 2026
Pelas novas exigências, a titularidade da conta de energia deve estar no nome do responsável familiar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), de um integrante do mesmo grupo familiar ou do beneficiário do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).
Além disso, o endereço da unidade consumidora precisa ser exatamente o mesmo registrado no CadÚnico ou no INSS (no caso de quem recebe BPC). Qualquer divergência pode levar à perda automática da gratuidade.
Impacto pode chegar a R$ 80 por mês
Hoje, famílias que consomem até 80 kWh mensais têm gratuidade total nessa faixa de consumo. Caso não regularizem a situação, poderão passar a pagar cerca de R$ 80 por mês, além da contribuição de iluminação pública, conforme regras municipais.
Segundo a distribuidora, a medida busca evitar fraudes e garantir que o benefício chegue a quem realmente tem direito — mas exige atenção imediata dos usuários.
Como manter o benefício
Para continuar com a Tarifa Social, é necessário:
– Atualizar dados no CadÚnico, principalmente em caso de mudança de endereço ou composição familiar, junto ao Cras
– Beneficiários do BPC devem atualizar endereço em agência do INSS
– Solicitar troca de titularidade da conta de luz, se necessário
A alteração pode ser feita pelos canais digitais da Neoenergia Brasília (site e aplicativo) ou presencialmente, mediante apresentação de documento de identificação e número da unidade consumidora.
A concessionária reforça que o procedimento é simples, mas fundamental para evitar impacto financeiro nas famílias de baixa renda.
