O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou, nesta segunda-feira, 9 de outubro, o recebimento de uma segunda denúncia de importunação sexual envolvendo o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O procedimento, que tramita em segredo de Justiça, é mais um desdobramento em uma série de acusações contra o magistrado.
A Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do CNJ, ouviu a suposta vítima e prontamente instaurou uma nova reclamação disciplinar para investigar as alegações. A identidade da denunciante e detalhes do caso permanecem sob sigilo devido ao segredo de Justiça imposto ao processo.
Primeira denúncia e afastamento
A nova denúncia soma-se a um caso anterior, registrado na semana passada, que já vinha sendo apurado pelo conselho. Na ocasião, uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro Buzzi, de 68 anos, o acusou de tentativa de assédio durante um banho de mar no mês passado, em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.
Diante da primeira acusação, o Superior Tribunal de Justiça abriu uma sindicância interna para apurar os fatos. Posteriormente, o ministro Marco Buzzi apresentou um atestado médico e encontra-se afastado de suas atividades laborais por motivos de saúde.
Defesa nega acusações
Por meio de nota, os advogados Paulo Emílio Catta Pretta e Maria Fernanda Ávila, que representam o ministro, negaram veementemente as acusações. A defesa reiterou que Buzzi não cometeu qualquer ato impróprio e afirmou que ainda não teve acesso aos detalhes dos procedimentos abertos no Conselho Nacional de Justiça, mas que a inocência do magistrado será demonstrada oportunamente.
