A jovem Emilli Vitória Guimarães Lopes, de 23 anos, morreu neste domingo (8) após passar 11 dias internada na UTI de queimados do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Ela foi vítima de um ataque dentro da própria casa, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.
O crime ocorreu no dia 28 de janeiro. Emilli teve o corpo incendiado dentro da residência onde morava, na frente da filha do casal, de apenas 3 anos. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
Segundo informações repassadas pela família, o principal suspeito é o companheiro da vítima, Raffael Castro da Silva, de 22 anos. Ele teria provocado o incêndio de forma intencional, versão que contraria a alegação inicial apresentada por ele às autoridades.
Depoimento da criança levantou suspeitas
O caso só chegou oficialmente à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) dois dias após o ataque. No mesmo dia, a mãe de Emilli foi informada sobre a gravidade do quadro clínico da filha e buscou a Justiça para solicitar medida protetiva.
Inicialmente, o companheiro afirmou que o incêndio teria sido causado por um acidente doméstico. No entanto, a versão começou a ruir após o depoimento da filha do casal. À polícia, a criança afirmou que “o papai jogou fogo na mamãe”, declaração que reforçou a suspeita de crime intencional.
Relatos de agressões anteriores
Familiares também relataram que Emilli já havia sido vítima de agressões em outras ocasiões durante o relacionamento. Em um dos episódios, ela chegou a deixar a casa e se abrigar na residência da mãe, mas acabou retomando a convivência com o companheiro.
Até o momento, não há confirmação oficial da prisão do suspeito. A Polícia Civil informou que a investigação segue sob sigilo para garantir a segurança da mãe da vítima e da criança, considerada vítima indireta da violência.
