A Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante, na última sexta-feira (6), uma mulher que recebeu em casa um medicamento abortivo enviado de forma irregular pelos Correios. A prisão foi realizada pela Central Geral de Flagrantes e Pronto Atendimento ao Cidadão da 1ª Delegacia Regional de Polícia.
A investigação teve início após a própria empresa postal identificar, por meio de scanner, quatro encomendas suspeitas destinadas a cidades de Goiás. Os pacotes, segundo os policiais, continham medicamentos abortivos ocultados dentro de escovas para pentear cabelo, numa tentativa de burlar a fiscalização.
Entrega monitorada e prisão em flagrante
Após o alerta, a Polícia Civil articulou uma ação conjunta com os Correios e passou a monitorar a entrega. Assim que a encomenda foi recebida pela destinatária, os agentes realizaram a abordagem, caracterizando situação de flagrante delito.
Durante a entrevista, a mulher confirmou que adquiriu o medicamento com a finalidade de provocar um aborto e relatou ter pago cerca de R$ 1.200 pelo produto. Ela informou ainda que, devido à demora na entrega, acabou sofrendo um aborto espontâneo antes de utilizar a substância.
Venda organizada em redes sociais
A investigada também afirmou que os responsáveis pela venda atuam de forma estruturada, utilizando grupos em redes sociais. Segundo o relato, os vendedores ofereciam até suposto acompanhamento durante o procedimento, feito por pessoas que se apresentavam como psicólogos.
Diante da situação, o medicamento foi apreendido e a mulher encaminhada à Central de Flagrantes. Ela foi autuada pelo crime de adquirir medicamento destinado a fins terapêuticos sem registro no órgão de vigilância sanitária competente, previsto no artigo 273, §1º, inciso I, do Código Penal.
As investigações continuam para identificar os responsáveis pelo envio das encomendas e apurar a atuação da rede de comercialização ilegal.
