Adestrador é preso no DF por deixar cães sem água e comida em caixas empilhadas

Um homem que se apresentava como adestrador de cães foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por maus-tratos a animais, em Samambaia, no DF. A ação foi realizada pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra Animais (DRCA) após denúncia anônima que apontava a existência de animais mantidos em situação de sofrimento extremo.

No local, os policiais encontraram seis cães confinados em caixas de transporte plásticas, algumas empilhadas, sem acesso a água ou alimento. O ambiente apresentava forte odor de urina e sinais evidentes de falta de higiene, o que, segundo a polícia, configurava um cenário grave de negligência e risco à saúde dos animais.

Foto: Reprodução/PCDF

De acordo com a PCDF, o homem cobrava, em média, R$ 2,6 mil para adestrar cada cão. Durante a abordagem, ele alegou que o confinamento fazia parte de um suposto método de treinamento. A justificativa, no entanto, foi rechaçada pelos investigadores.

“Os animais eram mantidos em caixas plásticas de transporte, posicionadas lado a lado e sobrepostas, sem qualquer condição adequada de permanência”, destacou o delegado-chefe da DRCA, Jônatas Silva.

Cão idoso debilitado agravou a ocorrência

Além dos seis cães confinados, a equipe também encontrou um animal idoso em condição corporal debilitada, bastante magro e com sinais compatíveis com negligência prolongada. Para os policiais, a situação reforçou a gravidade dos maus-tratos praticados no imóvel.

A Polícia Civil ressalta que confinamento prolongado, aliado à privação de água, alimentação, higiene e mobilidade, pode provocar desidratação, dor, lesões de pele, infecções e alterações comportamentais como medo, ansiedade e apatia.

O responsável foi autuado por seis crimes de maus-tratos a animais, em concurso material, considerando que cada cão foi vítima individual da conduta. Ele foi preso em flagrante e o caso segue sob investigação da DRCA, que instaurou inquérito policial para consolidar laudos técnicos, colher depoimentos e aprofundar as diligências.

A PCDF reforça que adestramento não pode ser confundido com sofrimento. Práticas que submetam o animal à dor, privação, medo intenso ou condições degradantes configuram crime, mesmo quando apresentadas como técnicas de treinamento.

Redação
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