As autoridades de saúde de São Paulo confirmaram 58.683 casos de dengue no estado desde o início do ano. Também foram registrados 42 óbitos, com 30 mortes ainda sob investigação.
Conforme a Secretaria da Saúde, 57.402 casos foram classificados como dengue, 1.180 como dengue com sinais de alarme e 101 como dengue grave. O quadro com sinais de alarme inclui sintomas como vômito, dor abdominal e sangramento, enquanto a dengue grave é caracterizada por choque, desconforto respiratório e comprometimento severo de órgãos.
Até o momento, mais de 297 mil casos suspeitos foram descartados e 7.256 permanecem em análise, seja por meio de exames ou critérios clínico-epidemiológicos.
O município de Taubaté se destaca como o local com o maior número de mortes, totalizando sete falecimentos de pacientes com idades entre 10 e 79 anos, além de quatro óbitos de pessoas com mais de 80 anos.
Sobre as ações de controle da arbovirose, a Secretaria da Saúde informou que mantém acompanhamento contínuo, especialmente entre outubro e maio, períodos com maior incidência de transmissões. Recentemente, foi lançado o Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o fenômeno El Niño, visando adaptar as ações frente ao aumento esperado nos casos de dengue.
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Esse plano inclui a identificação de áreas prioritárias, fortalecimento das salas de situação e suporte aos municípios na vigilância e organização da atenção à saúde. Além disso, a secretaria monitora constantemente os estoques de medicamentos e insumos, incentivando os municípios a atualizarem seus planos locais de contingência.
A Secretaria ressaltou que, conforme a evolução do cenário, a capacidade de atendimento poderá ser temporariamente ampliada. Desde 2024, o Governo de São Paulo já repassou mais de R$ 1,5 bilhão a 645 municípios por meio do IGM SUS Paulista, com foco na Atenção Primária, incluindo o enfrentamento das arboviroses urbanas como um dos critérios do programa.
