A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) realizou, nas últimas madrugadas, a Operação Tatuí na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, com o objetivo de localizar e remover produtos enterrados ou deixados irregularmente na areia, além de desmontar acampamentos montados de forma ilegal antes do réveillon.
Durante dois dias de fiscalização, os agentes encontraram 35 garrafas de vidro de bebidas destiladas, escondidas em recipientes plásticos com tampa, além de engradados de água e de guaraná natural. A maior concentração de irregularidades foi registrada na altura da Rua Rodolfo Dantas, área que será o principal palco da virada do ano na cidade.
Produtos seriam vendidos durante a festa
Segundo o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, a operação tem como foco impedir que a faixa de areia seja utilizada como depósito clandestino.
“Realizamos essas ações nas areias das praias, especialmente durante a madrugada, para desobstruir o espaço público e evitar que ele seja usado como depósito. Parte desses produtos certamente seria vendida durante o réveillon”, afirmou.
A Operação Tatuí tem como meta identificar materiais enterrados, escondidos ou abandonados irregularmente, além de preparar a orla para receber o grande público esperado na virada do ano, nesta quarta-feira (31).
Barracas e acampamentos também foram retirados
Além da apreensão de bebidas e engradados, a operação também retirou acampamentos e grandes barracas montadas para reserva antecipada de espaço na areia. As ações contam com apoio da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) e da Guarda Municipal.
A prefeitura destacou que a ocupação irregular da praia prejudica a circulação, a limpeza e a segurança, especialmente em eventos de grande porte como o réveillon de Copacabana.
Decreto estabelece regras para uso da orla
As ações seguem as diretrizes do Decreto Municipal nº 56.160, publicado em maio de 2025, que estabeleceu novas regras para organizar a orla carioca. Entre as determinações estão a proibição de garrafas de vidro e cercadinhos, a regulamentação do uso de som, com limites de volume e horários, e a padronização das barracas, com identificação por nome ou número.
Segundo a prefeitura, o objetivo é garantir um uso mais seguro, democrático e organizado do espaço público, especialmente durante grandes eventos.
