O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou nesta segunda-feira (9) que o Exército Brasileiro se posicione sobre um pedido de visita íntima formulado pelo general Mário Fernandes. O militar está sob custódia nas instalações do Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília.
Fernandes foi sentenciado a 26 anos e 6 meses de reclusão por seu envolvimento na ação penal do Núcleo 2, referente à articulação golpista registrada durante a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele encontra-se detido preventivamente em Brasília desde novembro de 2023, e sua condenação foi consolidada em dezembro do mesmo ano.
A acusação contra o general detalha que ele teria elaborado um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio ministro Alexandre de Moraes. Essa intenção foi descoberta pela Polícia Federal (PF) em um arquivo digital denominado 'Punhal Verde e Amarelo'.
Em sua determinação, o magistrado solicitou que o Comando Militar do Planalto (CMP) avalie e informe se o general Mário Fernandes cumpre os requisitos necessários para a concessão da visita íntima que pleiteia. Após a manifestação do comando, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá um prazo de cinco dias para emitir seu parecer sobre a questão.
