Ao comentar a possibilidade de retomada de hostilidades no Oriente Médio, em meio à demora de uma segunda rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se referiu ao conflito na região como “guerra da insensatez”.
“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação”, afirmou Lula.
Durante uma conversa com jornalistas em viagem à Alemanha, o presidente reiterou que “aquilo que os americanos querem que o Irã faça com o urânio” já foi objeto de um acordo firmado entre Brasil, Turquia e Irã em 2010. “Mas os Estados Unidos não aceitaram. E nem a União Europeia”, destacou.
“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema”, disse Lula.
“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou o presidente.
- Cármen Lúcia vota pela condenação de Eduardo Bolsonaro por difamação
- Monique Medeiros se entrega à polícia e é novamente detida
- Lula defende pioneirismo dos biocombustíveis brasileiros durante visita à Alemanha
- Réus são condenados a 1.200 anos de prisão por chacina de família no Paranoá
- Goiás registra 42% dos casos de síndrome respiratória em crianças até 2 anos de idade
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.
Fonte: Agência Brasil
