O candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou neste domingo (11) que seu partido irá acionar a Justiça contra a suspensão do canal “Exército do Lula”, uma decisão tomada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques.
“Vamos hoje entrar na Justiça com um pedido do nosso partido para que a gente equilibre esse jogo. Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”, afirmou Lula à imprensa, antes de um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo.
O presidenciável questionou a imparcialidade de decisões contrárias à sua candidatura. Nunes Marques foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 pelo então presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na corrida presidencial.
“Já venho percebendo, há alguns dias, que existem muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Nós não vamos permitir que seja fechado um canal de um deputado que está pedindo para as pessoas votarem em mim”, disse Lula.
O pedido de suspensão do canal foi feito pela campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou haver disseminação de desinformação sobre o cancelamento de benefícios e programas sociais em caso de vitória do candidato do PL.
- TSE solicita esclarecimentos da Meta sobre restrições a postagens da campanha de Lula
- Lula realiza comício em Natal enquanto Flávio participa de moto-carreata no Rio de Janeiro
- Deputada eleita Ana Elisa receberá proteção após ameaças de morte
- Anvisa aprova teste em humanos de vacina 100% brasileira contra malária
- Douglas Ruas alcança 50,88% dos votos no RJ após retotalização dos resultados eleitorais
O canal foi criado pelo deputado André Janones (Rede-MG), apoiador de Lula. Em suas redes sociais, ele rebateu a acusação, afirmando que o objetivo do canal é mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais. Janones destacou que não utilizou o canal para divulgar notícias.
“A gente estava só mobilizando, crescendo páginas, trazendo pessoas, explicando como que iria funcionar”, complementou.
*Colaborou André Richter.
Fonte: Agência Brasil
