Câmara aprova projeto que torna hediondo o crime de maus-tratos contra idosos

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1676/25, que transforma em crimes hediondos e inafiançáveis as práticas de maus-tratos e abandono de pessoas idosas. O texto também prevê o agravamento da pena quando os crimes forem cometidos por parentes próximos. A proposta altera tanto o Estatuto da Pessoa Idosa quanto a Lei dos Crimes Hediondos.

Pela redação aprovada, o abandono de idosos em hospitais, casas de saúde ou instituições de longa permanência passará a ser punido com reclusão de dois a seis anos, além de multa. Hoje, a pena prevista é de seis meses a três anos de detenção.

O projeto ainda determina que a punição será aumentada da metade até o dobro se o crime for praticado por descendente, irmão, cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo ou afim até o segundo grau.

No caso dos maus-tratos, a proposta fixa pena de três a oito anos de reclusão para quem expuser pessoa idosa a condição degradante, humilhante ou de sofrimento físico, psicológico ou moral, por ação ou omissão.

De autoria da deputada Silvye Alves (União-GO), o projeto teve parecer favorável do relator, deputado Sanderson (PL-RS), que destacou a importância do endurecimento legal. “Essas condutas, além de causar sofrimento físico e psicológico à vítima, são frequentemente invisibilizadas por ocorrerem no seio familiar, sendo tratadas com leniência pelo sistema de Justiça. Ao qualificá-las como hediondas e inafiançáveis, a proposta envia uma clara mensagem de intolerância do Estado com tais práticas”, afirmou.

O projeto será agora analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e, em seguida, deverá ser votado pelo Plenário da Câmara. Para se tornar lei, ainda precisa passar também pelo Senado.

Ana Paula Alves
Ana Paula Alves
Ana Paula Alves é jornalista e editora-chefe do Repórter Capital, com mais de 20 anos de experiência na cobertura de Brasília e do Distrito Federal. Atua principalmente em segurança pública, política local e informação de utilidade pública.

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