Operação fecha fábrica clandestina de alimentos e apreende mais de 1,4 tonelada de produtos em Goiânia

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), deflagrou nesta quinta-feira (15) mais uma fase da Operação Olho Vivo, em ação conjunta com a Vigilância Sanitária Municipal de Goiânia. A ofensiva teve como alvo endereços ligados à fabricação e comercialização irregular de gêneros alimentícios no Setor Pedro Ludovico.

A investigação teve início após denúncias anônimas que apontavam o funcionamento de uma fábrica de temperos sem qualquer identificação ou licenciamento sanitário. Durante as diligências, os agentes confirmaram que a empresa operava de forma clandestina, em local não declarado aos órgãos fazendários e em condições de extrema insalubridade.

No ambiente destinado à produção, foram encontrados equipamentos oxidados, infiltrações, mofo nas paredes e ausência total de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os manipuladores de alimentos. Diante da situação, a Vigilância Sanitária determinou a inutilização imediata de aproximadamente 400 quilos de insumos produzidos sem registro e fora dos padrões sanitários exigidos.

Também foram apreendidos rótulos de três empresas diferentes, o que indica a prática de fraude na identificação dos produtos. Paralelamente, a operação fiscalizou um estabelecimento comercial pertencente ao mesmo grupo investigado. No local, os fiscais encontraram um cenário considerado alarmante, com a presença de um rato morto no interior do depósito e grande quantidade de mercadorias vencidas desde 2023.

Ao todo, foram retirados de circulação cerca de 700 quilos de produtos vencidos, incluindo azeitonas, molhos e chocolates, além de 300 quilos de insumos impróprios para consumo. Diante da gravidade dos fatos, ambos os estabelecimentos foram interditados por tempo indeterminado.

Os responsáveis foram intimados a prestar esclarecimentos. Segundo a Polícia Civil, as condutas apuradas configuram crimes de falsificação, corrupção ou adulteração de substância alimentícia, além de depósito para venda de produtos nocivos à saúde, previstos na legislação penal.

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e o alcance da distribuição dos produtos irregulares.

Leia também:

Operação “Pontapé Inicial” prende torcedores suspeitos de emboscada brutal em Goiânia

Goiás abre inscrição para 768 apartamentos gratuitos em Aparecida de Goiânia; veja como participar

Adolescente é feita refém e salva pela PM após agressor ser baleado e morto em Senador Canedo GO

CONTINUE LENDO

- PUBLICIDADE -

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

- PUBLICIDADE -