A Copa Quilombola inicia sua quinta edição neste fim de semana, reunindo mais de 1,7 mil atletas de comunidades tradicionais de Goiás. As primeiras disputas ocorrerão de quinta-feira a sábado (05 a 07/06), nos municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Campos Belos, localizados no Nordeste goiano.
Ao todo, 65 equipes masculinas e femininas participarão do torneio, que foi criado pela Secretaria de Esporte e Lazer (Seel) com o objetivo de ampliar o acesso ao esporte e fortalecer a integração entre as comunidades quilombolas do estado.
O secretário de Estado de Esporte e Lazer, Welington Peixoto, enfatizou a consolidação da competição entre os participantes.
“Elas estão aguardando com ansiedade pelo início da competição, que vem crescendo a cada ano. É uma premissa do Governo de Goiás que o esporte seja uma ferramenta de transformação e inclusão social, e nós acreditamos que a Copa Quilombola vem cumprindo o seu papel no fomento esportivo dessas comunidades.”
Além da realização dos jogos, o Governo de Goiás oferece apoio estrutural e logístico aos participantes. As equipes recebem transporte, hospedagem, alimentação, uniformes e materiais esportivos para treinamentos.
- Perdão de dívidas de ICMS beneficia mais de 10 mil agricultores
- Circuito das Cavalhadas acontece neste fim de semana em Palmeiras de Goiás
- Na Hora registra mais de 670 mil atendimentos e amplia acesso aos serviços públicos em 2026
- Vitória supera Fortaleza e conquista o pentacampeonato da Copa do Nordeste
- Ministro do Esporte entrega marco regulatório da Copa Feminina à Fifa
A iniciativa também deixa um legado para as comunidades, com a doação dos materiais utilizados durante a competição, contribuindo para a continuidade das atividades esportivas locais.
Após as disputas deste fim de semana, Niquelândia sediará mais uma etapa classificatória. Os times que avançarem disputarão a fase final em Goiânia, em data a ser definida.
Jalisson Torres, conhecido como Jalinho, atleta do time Vão do Moleque, de Cavalcante, já conquistou três títulos da competição e ressaltou a importância do torneio para as comunidades.
“A Copa Quilombola movimenta muito todas as comunidades, e isso é importante para nós, que não temos tantas oportunidades de disputar grandes competições, ainda mais com tudo pago pela organização.”
Além da competição, o atleta destacou o impacto deixado pela iniciativa após o encerramento dos jogos, com a doação dos materiais esportivos utilizados.
“Na nossa infância, muitas vezes, a gente jogava futebol chutando lobeira, um fruto aqui do cerrado. Agora temos materiais esportivos para trabalhar com as crianças, adolescentes e também com os adultos. É outra realidade”, finalizou o jogador.
Fonte: Agência Goiás de Notícias
