JUBs Futebol contam com campo exclusivo para o futebol feminino
Estrutura foi fundamental para CBDU escolher Sergipe como sede
* Rodrigo Ricardo – Repórter da EBC
Publicado em 08/04/2026 – 20:23
Rio de Janeiro
© Divulgação/Hugo Soares/CBDU
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No gramado da Arena Delas, apenas chuteiras calçadas por mulheres podem jogar. O local, situado dentro do Parque da Sementeira, em uma área pública gerida pela Prefeitura de Aracaju, é dedicado exclusivamente ao futebol feminino. Essa estrutura foi um dos atrativos que levaram a Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU) a escolher Sergipe como sede dos Jogos Universitários de Futebol (JUBs Futebol).
“Foi um diferencial na escolha de Aracaju como sede. A estrutura dedicada ao futebol feminino, juntamente com a disponibilidade de mais campos, permitiu a otimização dos horários e a ampliação da visibilidade do esporte. Tudo isso foi um fator decisivo na candidatura da cidade, que volta a sediar este evento após 16 anos”, afirmou o diretor de Marketing e Comunicação da CBDU, Paulo Souza.
As mulheres representam 643 dos 1,5 mil atletas universitários inscritos nos jogos deste ano. Paulo detalha a política de equidade de gênero da CBDU para igualar esses números nos próximos eventos da entidade: “O incentivo é direcionado às universidades que inscrevem equipes femininas. Arcar com os custos de hospedagem da equipe masculina é uma contrapartida da presença do futebol feminino. Com isso, temos visto um crescimento exponencial da participação feminina em todas as modalidades do JUBs. Hoje, a participação feminina está em 43%, mas a meta é alcançar a paridade.”
A atleta da UniFTC (Bahia), Rafaela Maciel, destaca que a iniciativa poderia inspirar outras cidades do país: “Tudo muito bonito. Não só a arena, mas a infraestrutura toda do parque. Essa criatividade poderia ser levada para outros lugares.”
Natural de Aracaju, a árbitra Diana Santos, que não participou de um JUBs quando estudante, ressalta a competição como um incentivo ao desenvolvimento do futebol feminino: “Queria ter participado de uma competição dessas. É uma oportunidade para elas mostrarem o seu valor. Apitando os jogos, dá para notar vários talentos e potenciais jogadoras profissionais.”
Tanto Rafaela quanto Diana relatam diversos preconceitos e insultos machistas por se envolverem com o futebol, mas nenhuma delas foi intimidada e continuam acreditando que é possível ser feliz e ganhar a vida dentro de campo.
*Jornalista viajou a convite da CBDU.
Fonte: Agência Brasil
