Esporte universitário dissemina mensagem de paz em contexto de conflitos globais

Esporte universitário promove mensagem de paz em meio a conflitos globais

Próxima edição dos Jogos Mundiais será na Coreia do Sul, em 2027

Rodrigo Ricardo – Repórter da EBC*

Publicado em 10/04/2026 – 19:01

Aracaju

© Hugo Soares/CBDU/Direitos Reservados

Em um cenário marcado por tensões geopolíticas, o esporte universitário se apresenta como um instrumento de diplomacia e intercâmbio cultural. Em entrevista à, o primeiro vice-presidente da Federação Internacional do Esporte Universitário (Fisu), Luciano Cabral, destacou o papel dos atletas-estudantes na construção de um futuro harmônico. Presente nos Jogos Universitários de Futebol (JUBs Futebol), em Aracaju, o dirigente também comentou sobre as expectativas para os Jogos Mundiais Universitários 2027 em Chungcheong (Coreia do Sul) e o desafio de manter um calendário esportivo em meio a tantos conflitos pelo mundo.

O esporte também promove o intercâmbio cultural?

Luciano Cabral: Sim, com certeza, e especialmente o universitário, por estar inserido no ambiente acadêmico. Os participantes são estudantes com sede de conhecimento. Essa troca permite que conversem sobre modalidades, profissões e a história de cada região.

Como está a situação do esporte universitário mundial diante de conflitos e guerras atuais?

Luciano Cabral: O esporte sempre foi um instrumento de paz. Enxergamos as dificuldades como oportunidades de levar essa mensagem. Jovens estudantes não desejam o conflito. No ambiente esportivo, tentamos reunir a todos, independentemente de religião ou posicionamento político. É fascinante ver que, dentro de quadra ou na piscina, atletas de países em conflito convivem harmoniosamente. Nosso desafio é manter o calendário internacional: temos 32 mundiais planejados, sendo cinco em áreas delicadas. Queremos garantir a participação de todos para mostrar que a conexão é possível.

O esporte pode servir à diplomacia?

Luciano Cabral: Temos exemplos icônicos. Pelé interrompeu uma guerra. O esporte é um instrumento de paz contínuo. Queremos que esses jovens levem essa inspiração para a vida e se tornem líderes que preservem esses valores no futuro.

No próximo ano, a Coreia do Sul sediará os Jogos Mundiais Universitários. O que esperar desse evento em termos de infraestrutura e participação?

Luciano Cabral: A Coreia [do Sul] está preparando um evento que deve retomar o patamar de segundo maior evento esportivo do mundo. A Vila Olímpica, os estádios e os ginásios já estão prontos e são impressionantes, rivalizando até com a infraestrutura das Olimpíadas de Los Angeles 2028. Esperamos mais de 150 países e cerca de 12 mil participantes na vila. Será o grande momento de reposicionamento do esporte universitário global após os desafios da pandemia.

* Rodrigo Ricardo viajou a Aracaju a convite da CBDU.

Relacionadas

JUBs Futebol contam com campo exclusivo para o futebol feminino

João Fonseca cai nas quartas de Mônaco para Zverev, número 3 do mundo

Nubank adquire “naming rights” do estádio do Palmeiras

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

jubs futebol

Fisu

Esporte Universitário

guerras

Jogos Mundiais Universitários

Luciano Cabral

Chungcheong

Fonte: Agência Brasil

Redação
Redação
A Redação do Repórter Capital é o perfil editorial utilizado para a publicação de conteúdos informativos e de utilidade pública. As matérias assinadas por este usuário seguem a linha jornalística do portal, com foco em Brasília e no Distrito Federal, priorizando informações relevantes, atualizadas e de interesse direto da população.

CONTINUE LENDO

- PUBLICIDADE -

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

- PUBLICIDADE -