Cruzeiro se torna o 15º clube brasileiro a disputar a Libertadores Feminina

Estreante, Cruzeiro será 15º brasileiro na Libertadores Feminina

Por Lincoln Chaves – Repórter da EBC

Publicado em 16/10/2026 – 07:02

São Paulo

Bicampeão da Libertadores entre os homens, o Cruzeiro fará sua estreia na versão feminina do maior torneio do continente nesta sexta-feira (16), às 21h (horário de Brasília), contra a LDU, que será a anfitriã da partida em Quito, capital equatoriana.

O Estádio Casa Blanca, onde ocorrerá o jogo, é o local onde a LDU manda suas partidas. O Grupo C também conta com a presença do Bolívar (Bolívia) e do Olimpia (Paraguai).

Classificado para a Libertadores pelo vice-campeonato do Campeonato Brasileiro do ano passado, o Cruzeiro chega ao torneio com vários desfalques devido a contusões. Entre os ausentes estão as zagueiras Tainara e Paloma Maciel, a meia Gaby Soares e as atacantes Ravenna e Millene, que estão se recuperando de lesões de ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho.

A última baixa foi a goleira Cláudia, que sofreu uma lesão na coxa direita. Para substituí-la, o time celeste contratou Taluane, do América-MG, e conseguiu incluí-la na lista definitiva enviada à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). A primeira opção para a posição deve ser Camila Rodrigues, que começou a temporada como titular.

Por outro lado, a atacante Letícia Ferreira está de volta após se recuperar de uma cirurgia no ombro direito, que a afastou dos gramados por dois meses. Em 2025, a jogadora foi a artilheira do Cruzeiro na temporada, com 27 gols.

O Cruzeiro se torna o 15º clube brasileiro a participar da Libertadores Feminina em 18 edições. Até o momento, cinco times do país já venceram a competição, com destaque para o Corinthians, atual tricampeão e detentor de seis títulos – um deles em parceria com o Audax. São José (três), Santos, Ferroviária (ambos com dois) e Palmeiras (um) também conquistaram a principal taça do continente.

O futebol paulista é o que mais teve representantes, com oito clubes (Corinthians, Audax, São José, Santos, Ferroviária, Palmeiras, Centro Olímpico e São Paulo). O Cruzeiro é o primeiro clube de Minas Gerais a participar do torneio.

Seis estados adicionais já contaram com equipes na competição: Amazonas (Iranduba), Paraná (Foz Cataratas), Pernambuco (Vitória das Tabocas), Rio de Janeiro (CEPE/Duque de Caxias), Rio Grande do Sul (Internacional) e Santa Catarina (Avaí/Kindermann). Entre eles, Foz (2012) e Iranduba (2018) chegaram perto do título, mas terminaram como vice-campeãs, perdendo para Colo-Colo (Chile) e Atlético Huila (Colômbia), respectivamente.

Palestrinas largam com vitória

Campeão em 2022, o Palmeiras estreou na noite da última quinta-feira (15) na edição deste ano da Libertadores. As Palestrinas iniciaram a busca pelo segundo título com uma vitória magra sobre o Universitario (Peru), por 1 a 0, no Estádio Banco Guayaquil.

Líder do Grupo B com três pontos, o Verdão volta a campo no domingo (18), às 17h, para enfrentar o Belgrano (Argentina), novamente no Banco Guayaquil. Mais cedo na quinta, as argentinas empataram por 1 a 1 com o Dragonas, time feminino do Independiente del Valle. Ambas as equipes somam um ponto.

A técnica Rosana Augusto preservou as jogadoras do Palmeiras que estavam com a seleção brasileira nos jogos contra a Argentina. A lateral Raíssa Bahia e as atacantes Bia Zaneratto e Taina Maranhão começaram o confronto no banco. As Palestrinas também não contaram com a goleira Kate Tapia, que ficou de fora por “questões disciplinares”, e a lateral Ana Guzmán, que rompeu o LCA do joelho direito durante um amistoso pela Colômbia na última terça-feira (13).

O Verdão controlou a partida, mas desperdiçou várias oportunidades de ampliar a vantagem. O gol saiu rapidamente, aos 15 minutos, com Brena, que foi lançada na esquerda pela meia Andressinha. A lateral, após uma boa defesa da goleira Mia Shalit, aproveitou a sobra e mandou para as redes.

As Palestrinas poderiam ter ampliado aos 24 minutos, quando a atacante Gláucia, em posição de impedimento, cruzou para a volante Diany, que completou de carrinho para o gol. No entanto, o lance foi anulado após revisão do VAR.

O ritmo da partida diminuiu consideravelmente na reta final do primeiro tempo devido à altitude de 2.850 metros de Quito. A lateral Milagros Rolón, do Universitario, passou mal por conta da falta de ar e precisou ser atendida com cilindros de oxigênio, sendo substituída aos 39 minutos.

Assim como na etapa inicial, o segundo tempo foi marcado por chances perdidas pelo time brasileiro, muitas delas defendidas por Shalit. Aos 23 minutos, a zagueira Pati Maldaner cobrou um pênalti que acertou a mesma trave esquerda que, nos acréscimos, salvou as peruanas de um chute de fora da área da volante Duda Santos.

Fonte: Agência Brasil

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