A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) pode abrir um novo concurso público em 2027. A sinalização foi feita pela comandante-geral da corporação, coronel Ana Paula Habka, durante entrevista ao programa CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — ao comentar o reforço no efetivo durante o Carnaval 2026.
A comandante explicou que a previsão legal de efetivo é de 18.600 policiais. Hoje, a corporação conta com cerca de 11.300 militares e passa por processo contínuo de recomposição do quadro, com novas turmas já autorizadas pelo Governo do Distrito Federal.
De acordo com a comandante, o Governo do Distrito Federal autorizou a inclusão de 1.200 policiais no ano passado e outros 1.200 estão em formação em 2026. Além disso, há 800 candidatos remanescentes do último concurso que devem ser aproveitados, com possibilidade de prorrogação do certame.
“Já há perspectiva de abertura de um novo concurso para 2027”, afirmou a comandante durante a entrevista.
Ela explicou que a estratégia é convocar cerca de 5 mil candidatos em um novo edital para que a corporação possa manter um banco de cadastro reserva pelos próximos três anos, evitando a necessidade de concursos anuais.
Carnaval com 8,5 mil policiais e ocorrências reduzidas
Durante o Carnaval 2026, a PMDF empregou aproximadamente 8.500 policiais ao longo do período festivo, com média de 2 mil por dia e reforço maior no domingo.
Segundo a comandante, as ocorrências diminuíram ou foram de pequeno porte. Entre as inovações adotadas neste ano esteve a “Sala Lilás”, estrutura itinerante voltada à prevenção e combate à violência de gênero, instalada na Rodoviária do Plano Piloto e em blocos de maior público.
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A comandante informou que a iniciativa deve ser mantida em grandes eventos no Distrito Federal, como jogos de futebol, shows e o aniversário de Brasília.
Reposição da tropa é considerada prioridade
A comandante destacou que a reposição do efetivo é fundamental, já que parte da tropa se aposenta anualmente, enquanto a capital segue em crescimento populacional.
Segundo ela, manter regularidade nos concursos garante uma “polícia de presença”, ampliando a capacidade de prevenção e resposta rápida.
