PCDF reestrutura comitê de combate à lavagem de dinheiro e amplia atuação na recuperação de ativos

Nova portaria revoga norma de 2020, atualiza composição do colegiado e fortalece a coordenação das investigações financeiras

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) reestruturou o Comitê Permanente de Análise e Repressão à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos (CPLR). A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 353, de 31 de julho de 2026, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (4), que revoga a Portaria nº 87, de 2020, responsável por instituir originalmente o colegiado.

A nova regulamentação atualiza a composição e as competências do comitê, que passa a atuar de forma mais estruturada na coordenação das investigações relacionadas à lavagem de dinheiro, ao rastreamento de patrimônio ilícito e à recuperação de ativos provenientes de atividades criminosas.

De acordo com a portaria, o CPLR será presidido pelo Delegado-Geral Adjunto e reunirá representantes das principais áreas estratégicas da corporação, incluindo a Corregedoria-Geral, os Departamentos de Inteligência, Polícia Especializada, Polícia Técnica e Polícia Circunscricional, o Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DECOR), o Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) e a Divisão de Recuperação de Ativos.

Entre as atribuições do comitê estão:

  • acompanhar o andamento das investigações sobre lavagem de dinheiro;
  • monitorar medidas de bloqueio, sequestro e recuperação de bens e valores;
  • propor estratégias para o aperfeiçoamento das investigações financeiras;
  • recomendar ações integradas com órgãos distritais, federais e de outros estados;
  • estabelecer metas e protocolos para as unidades policiais;
  • sugerir capacitações e o uso de novas tecnologias voltadas à inteligência financeira;
  • fortalecer a política institucional de recuperação de ativos da PCDF.

A portaria também disciplina o funcionamento do colegiado, prevendo reuniões ordinárias semestrais e encontros extraordinários quando convocados. Durante as reuniões, deverão ser apresentados relatórios sobre a evolução das investigações, quebras de sigilo bancário, bloqueios judiciais e valores recuperados em ações conduzidas pela Polícia Civil.

Segundo o texto publicado no DODF, a atualização busca adequar o funcionamento do comitê à atual estrutura administrativa da corporação e aos objetivos do Plano Estratégico Institucional da PCDF – Programa Avançar (3º Ciclo 2024/2027). A norma substitui a regulamentação em vigor desde 2020 e incorpora novas unidades especializadas ao trabalho de enfrentamento à criminalidade econômica.

A reestruturação reforça a estratégia da Polícia Civil de integrar inteligência, investigação e recuperação de patrimônio como instrumentos de combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.

Redação
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