Operação da PCDF fecha fábrica clandestina de mel adulterado no Pôr do Sol e apreende mais de 2 toneladas

Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desmantelou uma fábrica clandestina de mel adulterado na região do Pôr do Sol, em Ceilândia, durante ação realizada na manhã de quarta-feira (4).

Batizada de Operação Honeypot, a ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo, a Propriedade Imaterial e Fraudes (DRCPIM), com apoio da Vigilância Sanitária do DF (Visa-DF) e da Secretaria de Agricultura (Seagri-DF).

No local, os agentes encontraram uma estrutura utilizada para produzir e comercializar mel fraudulento, sem qualquer controle sanitário.

Mel era adulterado com açúcar derretido

De acordo com as investigações, dois homens manipulavam e vendiam mel de abelha adulterado, produzido de forma irregular desde o segundo semestre do ano passado.

Segundo a polícia, o produto era misturado com açúcar derretido, o que reduz o valor nutritivo do alimento e pode representar risco à saúde dos consumidores.

A fraude também incluía xaropes com rotulagem terapêutica e medicinal, prática proibida quando não há autorização sanitária.

Mais de duas toneladas de mel foram apreendidas

Durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram grande quantidade de material utilizado na produção clandestina.

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Foram apreendidos:

  • mais de duas toneladas de mel fabricado ou adulterado

  • 800 frascos vazios de 1 litro

  • 980 frascos vazios de 500 ml (modelo pentaloide)

  • 1.080 frascos vazios de 500 ml (modelo retangular)

  • 1.320 frascos vazios de 250 ml

Também foram identificadas irregularidades graves, como:

  • uso de embalagens de produtos químicos reutilizadas para armazenar alimentos

  • rotulagem com promessas terapêuticas e fitoterápicas sem autorização

  • ausência de condições sanitárias mínimas de higiene e funcionamento

Segundo a polícia, os equipamentos e as instalações da fábrica clandestina não atendiam às normas sanitárias exigidas para produção de alimentos.

Suspeitos foram presos em flagrante

Os dois investigados foram presos em flagrante durante a operação.

Eles vão responder pelos crimes de:

  • adulteração de substância alimentícia (artigo 272 do Código Penal)

  • falsificação ou adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (artigo 273 do Código Penal)

Somadas, as penas podem chegar a até 23 anos de prisão, além de multa.

Segundo a PCDF, a operação reforça o trabalho de combate a crimes que colocam em risco a saúde pública e os consumidores do Distrito Federal.

Ana Paula Alves
Ana Paula Alves
Ana Paula Alves é jornalista e editora-chefe do Repórter Capital, com mais de 20 anos de experiência na cobertura de Brasília e do Distrito Federal. Atua principalmente em segurança pública, política local e informação de utilidade pública.

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